domingo, 13 de fevereiro de 2011

tem coisas lá em casa que eu nem ligo mais, pra não ter que desligar...




já dizia o carpinejar: 'monotonia é ter um par que pense igual, criatividade é receber o amparo do contraponto'.

o fato é: momentos de grande criatividade realmente me interessam.

tudo pode começar numa simples atualização de facebook para virar algo que trará muita felicidade depois. construção conjunta, sintonia e afins.

cheguei a conclusão que algumas coisas aqui serão sempre do mesmo jeito. ou eu me acostumo ou eu vou embora. decidi, então, que quando der, quando tiver a primeira oportunidade, eu vou embora.

não vou viver sempre esperando a maioria. sou desviante mesmo - adorei a denominação que ganhei essa semana.

de decidir sobre uma comemoração de formatura à qualquer outro tipo de relação empregada, as vezes, e quase sempre, minas me dá nos nervos. uma pena. um lugar tão bonito com pessoas na sua maioria tão escrotas e interesseiras, ou estúpidas e tradicionais, ou ingênuas e sem ação #prontofalei.

não existe liberdade sem repressão. não existe pessoa livre que se preocupe com a repressão.

onde estão as boas pessoas desse mundo? onde estão os momentos felizes e despretensiosos?

enfim: formatura na sexta, vamos ver no que essa coisa toda dá, né?

p.s: a sensação de não ter que preocupar com tcc dá até um pouco de culpa :P

domingo, 6 de fevereiro de 2011

domingo eu quero ver o domingo acabar...


é fato. domingo é dia de fatos trágicos e/ou pensamentos trágicos.
eu realmente deveria instituir que domingo eu passarei sozinha e sem pensar em nada nem ninguém. as pessoas me cansam cada vez mais.

e eu realmente penso que eu tenho sérios problemas de interação social. viajar me dá cada vez mais certeza disso. meio que gosto do isolamento do quarto do hotel. meio que penso que por isso que as pessoas viajam.

penso também que deve ser por isso que eu sonho com guanacos e afins.

mas viajar realmente desperta algumas coisas em mim. esses dias estava pensando a respeito da distância. hoje é tão relativo esse negócio de distância. atualmente é tudo just in time que a gente até acha ruim ter que esperar por alguma coisa. e quando eu penso que faz cinco anos que eu moro aqui e que agora eu posso pensar em completar as coisas que há cinco anos estão pendentes no universo paralelo da minha vida... sei lá. deve ser o tal tempo de preparo que as coisas precisam pra acontecer.

mas acontece que o que fica é a vontade do encontro. percebi que a gente quer que esse tempo seja o menor possível. somos muito precipitados no contato com o outro. achamos que é só estar disponível e pronto! já podemos encontrar alguém - qualquer alguém - e começar um relacionamento. e o tempo de preparo onde fica? manter o encontro, manter o tal 'relacionamento' é mais do que vontade de estar com esse alguém. é necessário afinidade. sem afinidade esse outro sempre será qualquer outro. sem afinidade a gente transfigura o outro e ele se torna o local onde é possível depositar nossa tensão do cotidiano e direcionar o nosso desejo torto por compania. o outro se torna um bibelô, uma coisinha qualquer, para mostrarmos à sociedade que somos competentes e não estamos sozinhos. e o amor... ah o amor. o amor que a gente diz ter, não é se não a vontade que temos de amar alguém - qualquer alguém.

talvez por isso eu sonhe tanto. talvez pq eu não aguente a sequencia de precipitações que eu vivo. talvez pq eu acredite que apesar do tempo e de qualquer outra coisa, eu acredite que uma hora as coisas se acertam...

Se não for hoje, um dia será... Algumas coisas, por mais impossíveis e malucas que pareçam, a gente sabe, bem no fundo, que foram feitas pra um dia dar certo... Caio F.

e dão... tudo a seu tempo.