domingo, 28 de novembro de 2010

e a minha vida é tão confusa quanto a américa central...


estabelecendo o tratado da conveniência. não poderia ter tirado resolução melhor nos ultimos tempos.

no mais apenas constatações do cotidiano:

1. as piores barreiras são as psicológicas - vide big e a grade da cozinha que não existe mais e ele mesmo assim não anda dentro de casa.

2. o conteúdo muda, mas a estrutura permanece - vide questões de troca de movéis x reforma da casa

o tcc dos infernos acabou, mas o sofrimento ainda não. tenho vivido correndo demais, curtindo demais, penso muitas coisas que escrever, mas não dá tempo, ainda bem :D

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

nunca mais será mais o que foi...


o que define um lugar como nosso?
o que faz a gente querer ficar para sempre?
o que cria a ilusão do eterno?

eu juro que eu queria ficar por lá para sempre. juro que eu repensei várias coisas nesses dias em que estive em porto alegre, são paulo e por aqui em belo horizonte. viajar realmente causa um movimento estranho dentro da cabeça da gente.
não é o lugar em sí, mas realmente são as pessoas. me descobri me prendendo à esses detalhes que eu achei, erroneamente, por muito tempo, que eu não me prendia à eles. existe alguma coisa naquelas pessoas que me deixa ser quem eu sou. que me acolhe, que faz meu coração bater mais forte. é um sentimento de familiaridade que não tem explicação. até mesmo se tratando de pessoas que eu não conhecia e a passei a conhecer. a posição é outra. o lugar mental, espiritual, subjetivo delas é outro. em poucas palavras: a tal da vibração é totalmente diferente.
é bairrismo eu sei. mas não posso fazer em nada. e quando eu penso assim eu sinto que eu perco tanto tempo por aqui, tentando viver aqui. como uma raposa que tenta viver no meio de um monte de gato. até dá pra enganar, mas ela sempre vai ser uma raposa e não um gato.
tanto mais o tempo passa, tanto mais eu sinto que vivo em dois lugares ao mesmo tempo. isso é ruim, pq não dá pra fazer tudo ao mesmo tempo, e sempre alguma coisa vai ficar para trás. então não vivo aqui pensando lá. não estou lá pq estou aqui... e por ai vai.
mas a gente tem que viver pro hoje né... e estou tentando.
acontece que esses tempos de tensão servem pra gente repensar o que estava cristalizado. esses tempos em que a gente vai e quebra a ilusão servem pra isso. digamos que há uns quinze dias atrás eu tinha todo um planejamento na minha cabeça, que puff desapareceu. digamos que eu ainda pensava que eu poderia ser diferente. mas eu não sou. sou uma pessoa prática, racional e emotiva ao mesmo tempo. então nasceu a frase 'não por amor, mas por conveniência'. quem sabe ela quebre mais paradigmas ainda.

agora eu vou pq eu tinha pensando um tanto de coisa pra escrever aqui e eu esqueci. quando eu voltei eu não falei nada com ninguém, queria guardar todas as coisas comigo, e quando parava pra pensar eu chorava. eu queria ficar, mas ao mesmo tempo, hoje, também quero muito estar aqui. e talvez, não importa o lugar que eu estiver, eu vou pensar sempre assim. pq eu não sei ser de um só lugar. e são muitos os lugares e coisas e pessoas que cabem dentro do meu coração e copõem a ilusão da minha 'casa'.

pois como diz o poeta: 'o sonho é a pior das cocaínas' e este é o meu maior vício: sonhar. na minha cama, com o meu cheiro, com o meu silêncio.