"eu trago comigo os estragos da noite
(não nego, não nego, não)"
.engenheiros.
(não nego, não nego, não)"
.engenheiros.
É enfim choveu... talvez era isso que eu estava esperando para escrever...
Esta página está em branco desde sábado, e no meio da semana até escrevi uma resposta para um questionamento da Dani, que não tive tempo para postar.
É é, a vida ta corrida de verdade... e nem dá tempo de colocar tudo aqui.
Mas enfim, cá estamos, chuva e depois de um final de semana infernal dividido entre festa, Hellboy e a elaboração para o julgamento de ECT da aulinha do tio Nando.
E essas aulinhas do tio Nando têm contribuído para nossas superficialidades cotidianas. Sobre o efeito dos bloqueadores da recaptação seletiva de monoaminas e o amor: é melhor ter dopamina do que amor.
Conclusão sobre a depressão: nós somos tão superficiais que nem tristeza profunda conseguimos ter. (o que não deixa de ser muito triste)
Mas o que eu sinto em relação ao que as pessoas sentem? Eu acho que temos medo do que nos ‘movimenta’, já dizia o Pessoa..., sinto um vácuo de significado, ou uma falta de vontade de comunicar-se, um pouco de frustração misturado com uma sempre e cada vez maior curiosidade (para não chamar intromissão) da minha parte. Ahhh!!! Eu não gosto de não saber!
Por esses dias me sinto ‘confiante’, me sinto bem mesmo, sábado foi um dia para divertir, colocar a cara na rua e afirmar: eu sou o que eu quero ser. Gostei, foi uma festa boa, e com alguns até, momentos reveladores – *sussura* e depois eu é que sou a profana, hein? Mas como diríamos, em relação ao gargalo da garrafa: feliz é que é congruente consigo mesmo. (Até mesmo quem é carrasco).
“toda vez que falta luz
toda vez que algo nos faltar
o invisível nos salta aos olhos”
Vazio vazio vazio...sempre vazio...sempre precisando preecher...é a natureza humana... eu quero produzir mais coisas, quero movimentar, quero sofrer (no bom sentido, e entendam, ele existe). Pois eu gosto das incomodações, daquilo que me lembra do passado, as tais reminiscências, gosto do que me causa mal-estar, do que me morde o pé e diz: ei psiu...se tu não te mexer eu te pego!!
“Que a chuva caia como uma luva
Um dilúvio um delírio
Que a chuva traga alívio imediato
Que a noite caia de repente caia
tão demente quanto um raio
Que a noite traga alívio imediato”
É aquele grito preso, esperando ficar insuportável e explodir. É uma inquietação que não pára... e eu me sinto bem por sentir essa angustia... pq já que eu não sinto muitas coisas, que pelo menos essa angustia, esse spleem modificado, que pelo menos isso seja meu, seja próprio de mim, e que seja completo e pleno o quanto for possível.
. muitas saudades do que eu nem sei se existe mais, ou se existiu algum dia, nada em mim pode ser normal, nada em mim será como os que chamam “perfeito”, eu tenho que inventar o que é perfeito pra mim, e começar a acreditar nisso.
Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada. Clarice Lispector.
. muitas saudades do que eu nem sei se existe mais, ou se existiu algum dia, nada em mim pode ser normal, nada em mim será como os que chamam “perfeito”, eu tenho que inventar o que é perfeito pra mim, e começar a acreditar nisso.
Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada. Clarice Lispector.
Um comentário:
"Velas do meu pensamento
aonde me quereis levar?"...!?...
para ti...
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