sábado, 7 de junho de 2008

relato




então ela chega em casa e se confesa com o peixe dourado, conta o seu dia e suas aflições... abre um livro, senta na cama e começa a ler, até que, levanta e começa a procurar um outro livro onde havia lido algo parecido. dialoga com os livros, faz com que eles conversem entre si "o autor tal leu seu livro, viu ó, tá aqui parecido, um livro com outro". anda anda pelo quarto, arruma suas coisas. postula teorias sobre a existencia humana, sobre as vidas prostituidas, das mais diversas formas, que ela convive durante o dia. mas não escreve nada, tem medo de não ficar bom, não consegue escrever, acha tudo banal, e só consegue expressar o banal da sua própria existencia. anda mais um pouco, mexe em alguns papeis, pega um café, continua a ler o livro, escuta uma musica baixinho. tem um coração tatuado, para não se esquecer que tem um coração. procura lembranças, procura razões. fecha o livro, apaga a luz. olhando para a lua que brilha encima da porta lembra-se do tempo em que era povoada de futeis felicidades, um ultimo suspiro antes de cair no sono e sonhar possibilidades...ela se acostumou a ficar sozinha.

Nenhum comentário: