domingo, 15 de junho de 2008

é a minha natureza (impulsiva)



pelas coisas que vem acontecendo, e hoje, conversando com um amigo eu escrevi essa frase: é a minha natureza impulsiva, mas o que significa isso? o que me faz ser assim, e não ser assim impulsiva? não vou tentar explicar, nem eu mesmo sei. A maneira como a gente se relaciona com os outros, como agimos em determinados momentos, querendo (ou não) aceitar um deja vú, uma repetição, uma sensação, buscando essa sensação, sendo ingenua, não sendo responsável, sendo explosiva, sendo amável, sendo distante, infeliz, sentindo inveja, medo, rancor, alegria, confusão, não sabendo sentir(o que sentir), não sabendo pensar, não querendo pensar, criando um personagem, usando outra pessoa como pretexto, ouvindo aquela música que há tempo não ouvia, não acreditando... enfim o que ainda nos prende a isso tudo? isso é real?


Eu criei o meu castelo e fui morar nele com as minhas paredes de preconceito e desdém, quando em vez uma nuvem passa por aqui e me diz do mundo lá fora. Dia desses, pensei em fazer uma reforma, quis quebrar todas as paredes de uma só vez, para voltar pro mundo que eu havia deixado quando construi meu castelo e fiquei sozinha dentro dele com os dragões do meu desejo, mas então onde eu moraria se não no meu castelo? afinal eu demorei muito tempo para construi-lo. Então resolvi ir derrubando algumas paredes por vez, pintando outras, e assim ir mudando as coisas, não sei o que sairá no final da reforma, as vezes a poeira das paredes quebradas encomoda, mas vale a pena. Ontem sentei no jardim para observar as rosas, ainda tenho medo dos espinhos que outrora me machucaram, mas agora eu sei que para não me machur eu devo não querer segurá-las para sempre.


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