
"Dois, três dias de semelhança de princípio de amor...
Tudo isto vale para o esteta pelas sensações que lhe causa. Avançar seria entrar no domínio onde começa o ciúme, o sofrimento, a excitação. Nesta antecâmara da emoção há toda a suavidade do amor sem a sua profundeza - um gozo leve, portanto, aroma vago de desejos, e se com isso se perde a grandeza que há na tragédia do amor, repare-se que, para o esteta, as tragédias são coisas interessantes de observar, mas incomodas de sofrer. O próprio cultivo da imaginação é prejudicado pelo da vida. Reina que não está entre os vulgares.
Afinal, isto bem me contentaria se eu conseguisse persuadir-me que esta teoria não é o que é, um complexo barulho que faço aos ouvidos da minha inteligência, quase para ela não perceber que, no fundo, não há senão minha timidez, minha incompetência para a vida."
ahhh!! esse Fernando Pessoa :)
bueno, mas vamos ao que interessa (ou não). São alguns pensamentos que me surgiram nos ultimos tempo e que só um domingo sem nada pra fazer, a não ser fugir do relátorio de AEC, me permite torná-los 'entendíveis' (ou não) para mim mesma. *que descrição* por isso eles estão soltos ai, os pensamentos, sentimentos, desejos, postulações, talvez um dia (bem talvez mesmo) eu retome alguns deles e me aprofunde (se é que será possivel) no que eu quis dizer e no que eu senti escrevendo isso.
* sentir sem pensar não é legal, pensar sem sentir tbm não... pensar o sentimento ou sentir o pensamento é a solução?
raciocinar o que se sente as vezes é uma coisa que demora, dói e nem sempre nos dá as respostas que achavamos que tinhamos/queriamos.
* as vezes resgatar gostos e atitudes do passado é uma alternativa para quem se perdeu no presente.
* nem sempre podemos comparar uma situação com a outra, já dizia o leão de nárnia, uma coisa não acontece duas vezes na mesma maneira. as pessoas são únicas e suas existencias é o que importa, são feitas por suas escolhas e nós...ah...nós não temos nada a ver com isso.
logo, o que nos chama a atenção, não é atraente para um outro, ou até mesmo para nós mesmo em momentos diferentes. *isso tá muito auto-ajuda, vou parar por aqui*
* tudo está bem quando acaba como EU quero e quando eu quero!
* procuramos pessoas para nos relacionar para sentir até onde podemos chegar, por isso eu acho que deveriamos poder ser livres desse negocio de ciúmes, e possessividade (mas e eu consigo?)
* muitas vezes aquele pessoa que permite que tu demosntre todas as tuas fantasias(fetiches) é aquela que mais te encomoda, pq tu não sabe até onde ela pode chegar por te conhecer de uma maneira diferente das outras pessoas.
* os sinais que emitimos ao ambiente são respondidos de acordo com o nosso interesse, agora, se tu não sabe o que tu quer, como saber , ou culpar, o pq as pessoas te tratam desta ou daquela maneira?
* existem varias maneiras de encarar uma situação, a que eu mais desprezo é a de omitir a responsabilidade pelos proprios atos, afastando-se da situação de maneira coverdade e despretenciosa.
* o que é ser platônico?
quando uma relação até então platônica e sem grande interesse passa a ser levada em consideração, quando a nossa presença passa a causar respostas (in)esperadas, vem a questão primordial de quem tem uma paixão platonica: eu posso levar isso adiante? eu posso tornar-te real para mim? eu quero tornar-te real?
* sentir, sentir, sentir....mas sentir o que? e quando o que mais negamos, fugimos, causa uma movimentação necessária na nossa vida? lutar pelo que não é nosso, por um bem-estar egoísta, ou simplismente por desejar possiur,controlar algo? pelo prazer da mudança sacrifico meus ideais? pelo que esta situação de mudança me traz eu nego o que eu sou para afirmar o meu 'vir a ser'? até onde eu vou sem me perder...
* uma 'conversa muda' pode ser mais esclarecedora do que uma longa conversa com grandes explicações.
* sobre a admiração e a inveja
é dificil aceitar que aquela pessoa que convive conosco possa sentir-se agredida com alguma de nossas manifestações de alegria e satisfação. mas isso acontece. muitas vezes sentimos que influenciamos uma ou outra pessoa por nosso jeito se ser, vemos nossas frases repitidas por ai, vemos nossas ideias sendo discutidas por outros, indicamos uma musica, recebemos outra indicação, isso pode ser considerado admiração. mas a fronteira entre admiração e inveja é tênue, é frágil e por isso devemos cuidar para não inspirar esses sentimentos em pessoas próximas a gente. A inveja e o cíume sentido por um companheiro, um amigo próximo é o veneno que mata as relações, trazem consigo a desconfiança...o mal estar, e a vontade de fazer mal. quando vemos, puff! já tem alguém vivendo a nossa vida, com os nossos jeitos e já não sabemos o que aquela pessoa é...e o que ela pode fazer.
* eu me sinto mal por desprezar as pessoas, mas ainda não consigo evitar este sentimento.
* sou uma quimera! gritei isto esta semana, e logo a seguir disse, não não sou uma quimera! só para ter o prazer de afirmar minha incongruência.
acho que tinha muito mais coisas para escrever, mas isso já tá virando um testamento, e eu cansei de me pensar. e no fim, nada é eterno mesmo...tudo se perde com o vento dos tempos...
Somos quem não somos, e a vida é pronta e triste.
.pessoa.
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