domingo, 29 de junho de 2008

House



bom já passou muito tempo (umas duas semanas) mas tentarei lembrar o que assistir o ultimo episodio da quarta temporada de house me fez sentir.


primeiro, o Wilson, que coisa linda ele tentando fazer com que ela viva mais um pouquinho, e como ele conta que ela vai morrer...e depois a Amber dizendo: sempre queremos um pouco mais... - e não é que é verdade?

E a frase que nos fez pensar, quando questionada se ela não estaria com raiva, ela responde: raiva não é o ultimo sentimento que eu quero sentir...


nossa que baque, não sei se foi por eu estar meio 'desiludida' quando assisti o episodio, ou por um historico de coisas mesmo que já me ocorreram, mas só sei que eu pensei: se eu morresse hoje, morreria com raiva de muitas coisas, e isso é tão deprimente.


foi nessa parte que eu comecei a chorrar horrores.


então já meio sei lá, veio a parte do House em coma, dizendo a Amber que gostaria de ficar lá (em coma), pq lá ele não sentia dor... dai eu vi o pq que eu gosto tanto do House, ele é quem é, sofre por isso, mas para se proteger (sim proteger) é rude daquele jeito e não consegue mais ser de outra maneira, ele é sozinho pq ele inventou ser sozinho... e foi ai que eu vi que estou caminhando pelo mesmo caminho dele... e dai eu desabei.


bom e entao as semanas passaram, as coisas aconteceram... e sexta falei a coisa mais incomum que eu poderia ter falado: hoje o meu dia foi perfeito, hoje eu fiquei satisfeita comigo mesmo em todos os momentos, e não senti culpa de nada que eu fiz.


aprendi com a Amber? não sei, talvez seja só uma fase...


Como todo o indivíduo de grande mobilidade mental, tenho um amor orgânico e fatal à fixação. Abomino a vida nova e o lugar desconhecido.

.pessoa.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

karma

It's so easy to laugh
It's so easy to hate
It takes strength to be gentle and kind
Over, over, over, over
It's so easy to laugh
It's so easy to hate
It takes guts to be gentle and kind
Over, over
Love is Natural and Real
But not for you, my love
Not tonight, my love
Love is Natural and Real
But not for such as you and I, my love
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head

.: the smiths :.

eu sei, eu sei...ainda tenho que escrever sobre: o que aprendemos com o ultimo ep. de House. Mas para isso eu preciso me concentrar melhor.
** Na fotinho o casal mais fofo que existe(?) *___* Gambit e Rogue *suspiro*

domingo, 22 de junho de 2008

apredendo tirar conclusões (nem tão precipitadas)




"Dois, três dias de semelhança de princípio de amor...


Tudo isto vale para o esteta pelas sensações que lhe causa. Avançar seria entrar no domínio onde começa o ciúme, o sofrimento, a excitação. Nesta antecâmara da emoção há toda a suavidade do amor sem a sua profundeza - um gozo leve, portanto, aroma vago de desejos, e se com isso se perde a grandeza que há na tragédia do amor, repare-se que, para o esteta, as tragédias são coisas interessantes de observar, mas incomodas de sofrer. O próprio cultivo da imaginação é prejudicado pelo da vida. Reina que não está entre os vulgares.

Afinal, isto bem me contentaria se eu conseguisse persuadir-me que esta teoria não é o que é, um complexo barulho que faço aos ouvidos da minha inteligência, quase para ela não perceber que, no fundo, não há senão minha timidez, minha incompetência para a vida."


ahhh!! esse Fernando Pessoa :)


bueno, mas vamos ao que interessa (ou não). São alguns pensamentos que me surgiram nos ultimos tempo e que só um domingo sem nada pra fazer, a não ser fugir do relátorio de AEC, me permite torná-los 'entendíveis' (ou não) para mim mesma. *que descrição* por isso eles estão soltos ai, os pensamentos, sentimentos, desejos, postulações, talvez um dia (bem talvez mesmo) eu retome alguns deles e me aprofunde (se é que será possivel) no que eu quis dizer e no que eu senti escrevendo isso.


* sentir sem pensar não é legal, pensar sem sentir tbm não... pensar o sentimento ou sentir o pensamento é a solução?


raciocinar o que se sente as vezes é uma coisa que demora, dói e nem sempre nos dá as respostas que achavamos que tinhamos/queriamos.


* as vezes resgatar gostos e atitudes do passado é uma alternativa para quem se perdeu no presente.


* nem sempre podemos comparar uma situação com a outra, já dizia o leão de nárnia, uma coisa não acontece duas vezes na mesma maneira. as pessoas são únicas e suas existencias é o que importa, são feitas por suas escolhas e nós...ah...nós não temos nada a ver com isso.


logo, o que nos chama a atenção, não é atraente para um outro, ou até mesmo para nós mesmo em momentos diferentes. *isso tá muito auto-ajuda, vou parar por aqui*


* tudo está bem quando acaba como EU quero e quando eu quero!


* procuramos pessoas para nos relacionar para sentir até onde podemos chegar, por isso eu acho que deveriamos poder ser livres desse negocio de ciúmes, e possessividade (mas e eu consigo?)


* muitas vezes aquele pessoa que permite que tu demosntre todas as tuas fantasias(fetiches) é aquela que mais te encomoda, pq tu não sabe até onde ela pode chegar por te conhecer de uma maneira diferente das outras pessoas.


* os sinais que emitimos ao ambiente são respondidos de acordo com o nosso interesse, agora, se tu não sabe o que tu quer, como saber , ou culpar, o pq as pessoas te tratam desta ou daquela maneira?


* existem varias maneiras de encarar uma situação, a que eu mais desprezo é a de omitir a responsabilidade pelos proprios atos, afastando-se da situação de maneira coverdade e despretenciosa.


* o que é ser platônico?

quando uma relação até então platônica e sem grande interesse passa a ser levada em consideração, quando a nossa presença passa a causar respostas (in)esperadas, vem a questão primordial de quem tem uma paixão platonica: eu posso levar isso adiante? eu posso tornar-te real para mim? eu quero tornar-te real?


* sentir, sentir, sentir....mas sentir o que? e quando o que mais negamos, fugimos, causa uma movimentação necessária na nossa vida? lutar pelo que não é nosso, por um bem-estar egoísta, ou simplismente por desejar possiur,controlar algo? pelo prazer da mudança sacrifico meus ideais? pelo que esta situação de mudança me traz eu nego o que eu sou para afirmar o meu 'vir a ser'? até onde eu vou sem me perder...


* uma 'conversa muda' pode ser mais esclarecedora do que uma longa conversa com grandes explicações.


* sobre a admiração e a inveja

é dificil aceitar que aquela pessoa que convive conosco possa sentir-se agredida com alguma de nossas manifestações de alegria e satisfação. mas isso acontece. muitas vezes sentimos que influenciamos uma ou outra pessoa por nosso jeito se ser, vemos nossas frases repitidas por ai, vemos nossas ideias sendo discutidas por outros, indicamos uma musica, recebemos outra indicação, isso pode ser considerado admiração. mas a fronteira entre admiração e inveja é tênue, é frágil e por isso devemos cuidar para não inspirar esses sentimentos em pessoas próximas a gente. A inveja e o cíume sentido por um companheiro, um amigo próximo é o veneno que mata as relações, trazem consigo a desconfiança...o mal estar, e a vontade de fazer mal. quando vemos, puff! já tem alguém vivendo a nossa vida, com os nossos jeitos e já não sabemos o que aquela pessoa é...e o que ela pode fazer.


* eu me sinto mal por desprezar as pessoas, mas ainda não consigo evitar este sentimento.


* sou uma quimera! gritei isto esta semana, e logo a seguir disse, não não sou uma quimera! só para ter o prazer de afirmar minha incongruência.


acho que tinha muito mais coisas para escrever, mas isso já tá virando um testamento, e eu cansei de me pensar. e no fim, nada é eterno mesmo...tudo se perde com o vento dos tempos...


Somos quem não somos, e a vida é pronta e triste.

.pessoa.

quarta-feira, 18 de junho de 2008




Chega através do dia de névoa alguma coisa do esquecimento,
Vem brandamente com a tarde a oportunidade da perda.
Adormeço sem dormir, ao relento da vida.

É inútil dizer-me que as ações têm conseqüências.
É inútil eu saber que as ações usam conseqüências.
É inútil tudo, é inútil tudo, é inútil tudo.

Através do dia de névoa não chega coisa nenhuma.

Tinha agora vontade
De ir esperar ao comboio da Europa o viajante anunciado,
De ir ao cais ver entrar o navio e ter pena de tudo.

Não vem com a tarde oportunidade nenhuma.

Álvaro de Campos - Fernando Pessoa


eu sei! eu sei...sei? ah não sei mais nada também a essa altura do dia (da noite)
olho pela janela e vejo a lua cheia lindona e sozinha lá no céu, poético, profundo... mas por mais quantas luas sentirei esta angústia, esse spleen? talvez pra sempre...sempre esse vazio que ecoa dentro de mim é inútil tudo...tudo...

domingo, 15 de junho de 2008

é a minha natureza (impulsiva)



pelas coisas que vem acontecendo, e hoje, conversando com um amigo eu escrevi essa frase: é a minha natureza impulsiva, mas o que significa isso? o que me faz ser assim, e não ser assim impulsiva? não vou tentar explicar, nem eu mesmo sei. A maneira como a gente se relaciona com os outros, como agimos em determinados momentos, querendo (ou não) aceitar um deja vú, uma repetição, uma sensação, buscando essa sensação, sendo ingenua, não sendo responsável, sendo explosiva, sendo amável, sendo distante, infeliz, sentindo inveja, medo, rancor, alegria, confusão, não sabendo sentir(o que sentir), não sabendo pensar, não querendo pensar, criando um personagem, usando outra pessoa como pretexto, ouvindo aquela música que há tempo não ouvia, não acreditando... enfim o que ainda nos prende a isso tudo? isso é real?


Eu criei o meu castelo e fui morar nele com as minhas paredes de preconceito e desdém, quando em vez uma nuvem passa por aqui e me diz do mundo lá fora. Dia desses, pensei em fazer uma reforma, quis quebrar todas as paredes de uma só vez, para voltar pro mundo que eu havia deixado quando construi meu castelo e fiquei sozinha dentro dele com os dragões do meu desejo, mas então onde eu moraria se não no meu castelo? afinal eu demorei muito tempo para construi-lo. Então resolvi ir derrubando algumas paredes por vez, pintando outras, e assim ir mudando as coisas, não sei o que sairá no final da reforma, as vezes a poeira das paredes quebradas encomoda, mas vale a pena. Ontem sentei no jardim para observar as rosas, ainda tenho medo dos espinhos que outrora me machucaram, mas agora eu sei que para não me machur eu devo não querer segurá-las para sempre.


quarta-feira, 11 de junho de 2008

angústias de saudade

Hora se foi já nem me lembro
Do que você me falou
O mundo segue acontecendo
Aqui em volta onde estou
Quase não cabe num momento
E assim respiro vento e passatempo
Hora se foi já nem me lembro
Do som que sempre me embalou
De tudo mais o que eu tenho
De tudo o que te conquistou
Quase não vejo envolvimento
E assim respiro mais um novo invento
É muita coisa em pouco tempo
É muita coisa em pouco tempo
É muita coisa em pouco tempo
Impossível controlar o movimento
E já que não entendo o porquê
E já que não sinto pressa pra saber
.Acústicos e Valvulados.



e pq não admitir que sentimos angústia, e saudade e culpa e tudo mais (as vezes) por ser assim?
pq como conversávamos, a Dani e eu hoje, esse negocio de "ele não te merece" é estupidez, pq muitas vezes desejamos aquele que teoricamente "não nos merece" e esse ai, o tal, não nos deseja, então de que adianta ele não nos merecer? (deu pra entender?) Ah se não deu tbm...esquece, é só um suspirinho mesmo.

"Da saudade na campa enegrecida
Guardo a lembrança que me sangra o peito,
Mas que no entanto me alimenta a vida."
Augusto dos Anjos

a propósito, feliz dia dos namorados :)

sábado, 7 de junho de 2008

relato




então ela chega em casa e se confesa com o peixe dourado, conta o seu dia e suas aflições... abre um livro, senta na cama e começa a ler, até que, levanta e começa a procurar um outro livro onde havia lido algo parecido. dialoga com os livros, faz com que eles conversem entre si "o autor tal leu seu livro, viu ó, tá aqui parecido, um livro com outro". anda anda pelo quarto, arruma suas coisas. postula teorias sobre a existencia humana, sobre as vidas prostituidas, das mais diversas formas, que ela convive durante o dia. mas não escreve nada, tem medo de não ficar bom, não consegue escrever, acha tudo banal, e só consegue expressar o banal da sua própria existencia. anda mais um pouco, mexe em alguns papeis, pega um café, continua a ler o livro, escuta uma musica baixinho. tem um coração tatuado, para não se esquecer que tem um coração. procura lembranças, procura razões. fecha o livro, apaga a luz. olhando para a lua que brilha encima da porta lembra-se do tempo em que era povoada de futeis felicidades, um ultimo suspiro antes de cair no sono e sonhar possibilidades...ela se acostumou a ficar sozinha.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

minha indiferença



Será que isso funciona pra mim?

Não sei se é a gripe, ou se foi Goethe, através de seu Werther, mas eu sinto que tem algo me levando para o lado negro da força novamente e tentando colocar aquele chapéu de pinico ridiculo na minha cabeça, dizendo assim: "quebre carol...destrua, amasse, pise, soque, fale o que não deve ser falado..." - ok ok, isso pode ser um transtorno grave, afinal, não é todo o dia que o além fala conosco, bom... talvez eu vá procurar um profissional formado em dar palpites, ops, um psicólogo.
E tudo isso pode ser também a proximidade do show do Matanza, que não tem ninguém pra ir comigo...bando de maricones!


Mas voltando a indagação inicial, levando em conta que a minha cara de feliz é igual a minha cara de triste (fala da Dani), será que essas balinhas da felicidade funcionam para mim? Bom, pela quantidade de remédios que eu tomo, principalmente os antitussigenos, inibidores da MAO - sim sim eu leio a bula dos inúmeros remédios para gripe que eu tomo, embora não as siga corretamente - e eu posso dizer-lhes, paracetamol não cura angustia.


.: esse remédio jamais vai curaresse remédio eu conheço, é aspirina
isso só faz com que a cabeça descanse em paz
enquanto a confusão contamina
esse remédio jamais vai curar
esse remédio azul anfetamina
isso só faz do beijo o amor, e do amor a pastilha
que eu ponho na boca e termina
é como verso popular
chega nas nuvens, desmancha no ar
e sempre volta pro lugaresse remédio jamais vai curar
esse remédio eu conheço é gasolina
isso queima quem brinca com fogo, quem corre, quem fica
e quem quer mais calor na retina
é como verso popularchega nas nuvens, desmancha no ar
e sempre volta pro lugar : .
Acústicos e Valvulados