sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

deu pra ti


isso isso isso! vou pra porto alegre!
esse final de ano foi só correria, mas valeu a pena.
que o natal seja bom e bla bla bla... que 2009 seja ilumidado...
talvez eu escreva algo depois.

mas estou indo viajar... finalmente :D

Meta

:)

domingo, 14 de dezembro de 2008

Conquista


Alguém , cujo espírito e força mental, se fortaleceram através das lutas com uma atitude de nunca desanimar, não deve encontrar dificuldades em enfrentar nenhum desafio, por maior que ele seja. Alguém que suportou longos anos de sofrimento físico e agonia mental para aprender um soco ou um chute, deve ter condições de encarar qualquer tarefa, por mais difícil que ela seja, e de executá-la até o fim. Sem dúvida nenhuma, uma pessoa com essas características , aprendeu verdadeiramente o Karate-Do ." - Mestre Gishin Funakoshi.

A faixa preta é apenas o início do caminho...
Chegar até aqui me ensinou muito mais do que dar um soco ou um chute, me ensinou que eu sou muito mais forte do que eu pensava que era (ou que eu era) a sete anos atrás. Me ensinou que eu posso chegar a qualquer lugar. Que não importa as adversidades, nosso objetivo pode ser conquistado independente do lugar que nos encontramos. Ensinou que não temos que fazer o que os outros esperam da gente, que desistir é muito fácil, continuar é para poucos. Para quem disse que eu não durava um mês, aqui estou depois de sete anos. Essa faixa preta significa muitas coisas para mim, e mostra a coisa mais importante: tudo na vida tem um tempo certo de acontecer, e este é o meu tempo.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

sem importância


eu li, ouvi, em algum lugar... agora tá dentro de mim:

O nada nadifica.

que a vida só consome
o que a alimenta.
Ferreira Gullar

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

da fuga


Descobririas que as coisas e as pessoas só o são em totalidade quando não existem perguntas, ou quando essas perguntas não são feitas. Que a maneira mais absoluta de aceitar alguém ou alguma coisa seria justamente não falar, não perguntar -mas ver! Em silêncio.
Ponto de Fuga - Caio Fernando Abreu

sim e porque eu senti saudade,  uma saudade inventada, um vazio de não saber porque eu sinto essa falta -  e eu quase parei, e eu quase chorei, e eu quase esitei... mas até mesmo para retornar eu tenho que seguir em frente.

se alguem numa curva me convidar
eu vou lá
que andar é reconhecer
olhar

eu preciso andar
um caminho só
vou buscar alguém
que eu nem sei quem sou

Eu escrevo e te conto o que eu vi
e me mostro de lá pra você
guarde um sonho bom pra mim
- primeiro andar -
los hermanos

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

"Os círculos de tédio desciam concêntricos da lâmpada, estendia o braço e sentia a carne inerte, os sentidos adormecidos, pouco mais que um objeto, eu. O mesmo bar, a mesma lâmpada, a mesma carne, mas todos em vibração, os sentidos multiplicados, intensos, elétricos, o coração quase parando de espanto, o espanto de ter encontrado no meio do deserto uma palmeira, uma palmeira de olhos claros, camisa verde, mãos brancas. Ter encontrado um cravo branco entre os caixotes de lixo atapetando a rua. Ter encontrado o espaço de silêncio dentro de um grito. Ter encontrado um ponto de apoio para o cansaço. Você não me vê, eu não te vejo, mas tenho o coração pálido, as mãos suspensas no meio de um gesto, a voz contida no meio de uma palavra, e você não vê o meu silêncio nem meu movimento dentro dele. A primavera se quebrava brusca em espinho, ferro. Já não sei desde quando estamos aqui, desde quando falamos de caracóis, desde quando invento teu silêncio igual ao meu. Por que estranha alquimia passavam as palavras dele para vara-lo assim, nessa tão remota dimensão do ser? A visão tardia de encontrar a chave depois da porta ter-se tornado inexistente. A chave inútil pesando em fogo nas mãos e o gesto há muito tempo preparado transformado subitamente em cansaço e desencanto de não ter visto antes. Os dois sentados um frente ao outro, pela tarde a transformar-se lenta em noite, em madrugada, em cinza. Não virá nunca."

A Chave e a Porta - Caio Fernando Abreu

li hoje voltando da faculdade :D

yes and I sin every single day...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008


achei que esse dia não ia acabar nunca... muitas vontades, nenhuma certeza, um punhado de desejos... estou satisfeita...

enfim, chove...

o cheiro da chuva, desejos de lembranças, lembranças de desejos... pensamentos que parecem abraços carinhosos... a eterna insatisfação - que satisfaz - o que importa é o desejo, e não o objeto. 

domingo, 2 de novembro de 2008

"EU ME SINTO SUPERFELIZ QUANDO ENCONTRO UMA PESSOA TÃO CONFUSA QUANTO EU" 
caio fernando abreu

degustando o meu presente de aniversário :)

Eu sou da maneira mais caótica possível.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

começando um novo ciclo




é é... dia 30 mais um ano foi embora e outro começou... sinhê! meu aniversário :D
um novo ano astrologico começa... metas, estratégias e planos?
sim, claro... mas consideremos agora que estamos na etapa de análise dos resultados e identificação do problema. 

ah claro que a gente sempre tem uma coisa que quer muito que aconteça, mas tem vezes que eu sinto aquela satisfação de parecer ter o suficiente... é bom, não sentir a sede atroz de querer tudo e todos o tempo todo. Afinal, se tem uma coisa que venho aprendendo é que tudo é nada... nada.
Talvez a grande diretriz para este próximo ano seja simplificar as coisas. E simplificar neste caso não significa menosprezar, mas sim, significa tornar possivel de ser entendido/sentido/elaborado por mim. E simplificar pode ser complexo - igual fazer gelatina - , mas eu acho que eu dou conta ;)

Quanto ao amor (?), como diz o Vinicius "a questão é só de dar/a questão é só de dor"... e segue a música...

enfim aquela lenga lenga toda de quando a gente faz aniversário :) 
festinha hoje a noite!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

statu quo


eu pertenço ao lugar comum

meu olhar é de indiferença

sinto que deveria exercitar mais minha perguiça de ser

meu veneno me sufoca às vezes

se eu pudesse tornar o meu o que eu sinto concreto teria uma coleção de coisinhas futeis...

enfim, estou perto... enfim, o começo...

Não quero amar,
Não quero ser amado,
Não quero combater,
Não quero ser soldado.

- Quero a delicía de poder sentir as coisas mais simples.

Manuel Bandeira


sábado, 18 de outubro de 2008

Não consigo

Janta

Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
pode ser cruel a eternidade 
eu ando em frente por sentir vontade  

Eu quis te convencer mas chega de insistir
caberá ao nosso amor por o que há de vir
pode ser a eternidade má
caminho em frente pra sentir saudade 

Paper clips and crayons in my bed
everybody thinks that I'm sad 
I take my ride in melodies and bees and birds 
will hear my words  
will be both us and you and them together 
I can forget about myself trying to be everybody else 
I feel allright that we can go away 
and please my day 
I'll let you stay with me if you surrender

.marcelo camelo e mallu magalhães.

não consigo... parar de escutar...

a Carol aqui estava tentando simplificar as coisas - apreciar os bons momentos :), mas ainda existem pessoas que teimam em me fazer querer matá-las só um pouquinho. Eu sei que o meu grilo falante vai dizer que nós já tinhamos discutido esse ponto, mas nem por isso eu deixo de me surpreender - ou de querer me surpreender com isso.

vou ver até onde que chega, depois eu penso no que fazer. Agora, tenho que ficar bonitinha e fazer cara de feliz para as visitas :D

 

Um hálito de música ou de sonho, qualquer coisa que me faça quase sentir, qualquer coisa que me faça não pensar. Fernando Pessoa

 

sábado, 11 de outubro de 2008

(fora do tempo?)


Ah, e dizer que isto vai acabar, que por si mesmo não pode durar. Não, ela não está se referindo ao fogo, refere-se ao que sente. O que sente nunca dura, o que sente sempre acaba, e pode nunca mais voltar. Encarniça-se então sobre o momento, come-lhe o fogo, e o fogo doce arde, arde, flameja. Então, ela que sabe que tudo vai acabar, pega a mão livre do homem, e ao prendê-la nas suas, ela doce arde, arde, flameja.

in "Onde estivestes de noite" - Clarice Lispector


uma imagem mental e fim... (de novo)

acho que eu tô findando muito com as coisas...

este post já estava aqui, a muito tempo, o que faltava era tempo (ou qualquer outra desculpa) para conclui-lo adequadamente.

Mas, continuando agora, que podemos com mais propriedade escrever... é como a profa lá diz - talvez a unica coisa que eu tenha escutado da aula dela - "ninguém é o que não é por muito tempo". E dessa vez eu não tô acusando ninguém, nem metaforicamente - talvez só um pouco - estou afirmando isso em relação a mim mesmo, não há como fugir da nossa natureza, e hoje caberia aqui a resposta que eu fiz para a Dani sobre o ser que é "carrasco", mas ficou muito grande e prolixo, posto que veio de mim né?

"... e parecia que era minha aquela solidão..."

a gente muda, algumas situações ainda se repetem, fazia anos - sim anos - que eu não sentia d0 jeito que eu senti, eu mudei, e senti feliz por sentir parecido a uns tempos atras. É algo como, em um sopro, a gente lembrar: "deus, eu já desejei isso", e sentir uma saudadezinha, pq quando isso aconteceu existia uma esperança, um vir a ser que hoje não existe mais, uma esperança diferente da de hoje, pq tudo já passou... e a gente olha para o passado querendo deixar um pedaço nosso lá e trazer um pouco de lá pra cá... não considero essa nostalgia ruim. É uma maneira de valorizar o presente, de afirmar escolhas. Foi bom e eu me senti feliz apesar de tudo.

E então eu percebi que a uns anos atras eu não pensava que hoje eu estaria aqui - em todos os sentidos - morar em BH talvez nunca tinha passado pela minha cabeça, estudar psicologia era a coisa mais improvável e trabalhar com o gestão então... sem contar em estar longe de pessoas que eu pensei que sempre estariam comigo, para o resto da vida... algumas pessoas foram embora antes que todas as outras mudanças viessem...e foi assim que aconteceu.

Todas essas coisas passam pela minha cabeça vez em quando, dai eu leio um Caio Fernando, um Mario Quintana... e Porto Alegre me dói. 
Me dói o vir a ser que deixou de existir, os lugares que eu nunca fui, as pessoas que perdi no meio do caminho. Me dói - de uma maneira boa - saber que hoje eu sou diferente e que posso ir a qualquer lugar desse mundo, qualquer lugar bem improvável, e ainda sim, depois de todos os lugares improváveis eu vou querer voltar para Porto Alegre, pra resgatar aquele vir a ser que não existe mais. 

Hoje, sinto satisfação por ser o que eu sou, sinto saudade e angustia,  mas isso, sabemos, é normal, já que, somos humanos e incompletos. (total auto-ajuda :P)

Enfim, estou anacrônia e nostalgica e prolixa demais... não há como fugir disso agora.

estava trabalhando demais, estudando demais, e claro, pensando demais por esses dias... cansei viu, agora essa semana vai ser leve - eu juro! 

.: relax, take it easy :)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008



"Na minha memória - tão congestionada - e no meu coração - tão cheio de marcas e poços - você ocupa um dos lugares mais bonitos".

Caio Fernando


sim eu preciso fazer atualizações aqui...mas tá um tanto complicado, mas só para não esquecer que eu estou viva nesta primavera caótica :)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

à primavera...

e vejo flores em você!! *medo de mim* ¬¬

domingo, 21 de setembro de 2008

Valsinha



Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar
Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz

.chico buarque.


e fim...


Quem não a conhece não pode mais ver pra crer

Quem jamais esquece não pode reconhecer...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Superficialidades


"eu trago comigo os estragos da noite
(não nego, não nego, não)"
.engenheiros.

É enfim choveu... talvez era isso que eu estava esperando para escrever...

Esta página está em branco desde sábado, e no meio da semana até escrevi uma resposta para um questionamento da Dani, que não tive tempo para postar.
É é, a vida ta corrida de verdade... e nem dá tempo de colocar tudo aqui.

Mas enfim, cá estamos, chuva e depois de um final de semana infernal dividido entre festa, Hellboy e a elaboração para o julgamento de ECT da aulinha do tio Nando.

E essas aulinhas do tio Nando têm contribuído para nossas superficialidades cotidianas. Sobre o efeito dos bloqueadores da recaptação seletiva de monoaminas e o amor: é melhor ter dopamina do que amor.

Conclusão sobre a depressão: nós somos tão superficiais que nem tristeza profunda conseguimos ter. (o que não deixa de ser muito triste)

Mas o que eu sinto em relação ao que as pessoas sentem? Eu acho que temos medo do que nos ‘movimenta’, já dizia o Pessoa..., sinto um vácuo de significado, ou uma falta de vontade de comunicar-se, um pouco de frustração misturado com uma sempre e cada vez maior curiosidade (para não chamar intromissão) da minha parte. Ahhh!!! Eu não gosto de não saber!

Por esses dias me sinto ‘confiante’, me sinto bem mesmo, sábado foi um dia para divertir, colocar a cara na rua e afirmar: eu sou o que eu quero ser. Gostei, foi uma festa boa, e com alguns até, momentos reveladores – *sussura* e depois eu é que sou a profana, hein? Mas como diríamos, em relação ao gargalo da garrafa: feliz é que é congruente consigo mesmo. (Até mesmo quem é carrasco).

“toda vez que falta luz
toda vez que algo nos faltar
o invisível nos salta aos olhos”

Vazio vazio vazio...sempre vazio...sempre precisando preecher...é a natureza humana... eu quero produzir mais coisas, quero movimentar, quero sofrer (no bom sentido, e entendam, ele existe). Pois eu gosto das incomodações, daquilo que me lembra do passado, as tais reminiscências, gosto do que me causa mal-estar, do que me morde o pé e diz: ei psiu...se tu não te mexer eu te pego!!

“Que a chuva caia como uma luva
Um dilúvio um delírio
Que a chuva traga alívio imediato
Que a noite caia de repente caia
tão demente quanto um raio
Que a noite traga alívio imediato”

É aquele grito preso, esperando ficar insuportável e explodir. É uma inquietação que não pára... e eu me sinto bem por sentir essa angustia... pq já que eu não sinto muitas coisas, que pelo menos essa angustia, esse spleem modificado, que pelo menos isso seja meu, seja próprio de mim, e que seja completo e pleno o quanto for possível.

. muitas saudades do que eu nem sei se existe mais, ou se existiu algum dia, nada em mim pode ser normal, nada em mim será como os que chamam “perfeito”, eu tenho que inventar o que é perfeito pra mim, e começar a acreditar nisso.

Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada. Clarice Lispector.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Com licença, vou ali me machucar.


Mas
esconde o desejo
e escolhe no bairro
um lugar de esconder
e vai
mais um quase toque
na pele que arde
de tanto fingir
.preço da flor - Mallu Magalhães.
ahh esse calor, esse tempo, esse tempo sempre esconde algo por vir...esse bafo, esse ar primaveril, essa ansiedade que vem com tudo isso... e também, já sabemos o final de tudo isso.


Não, eu nem quero evitar que esse final ocorra, eu anseio realmente por ele... ah o sofrimento, e o estar sozinho acentuados por mais um vento que passou na minha vida.

Sabe pq? pq no final o sofrimento terá mais essa substancia, mais esse significado...


"a gente nasce sozinho e morre sozinho" perdi as contas de quantas vezes já repeti isso pra mim... é, por esses dias foi tempo de afirmar pontos de vista... mudanças, sim, inevitavel, assim como é inevitavel manter algumas coisas em prol da nossa integridade.

se eu fosse uma pessoa um pouco mais complicada, teria um big pequeno problema, mas como eu estou tentando descomplicar as coisas, to mais tranquila.

é mais ou menos assim: eu sou o carrasco que começo a conversar com o condenado, que é um cara muito bacana. Chega um momento que eu terei que puxar a corda e soltar a guilhotina para executar o condenado. E então, eu não deixo o condenado terminar de falar e puff! puxo a corda. Depois disso, todas as próximas manhãs da minha vida eu me questionarei: e se eu não tivesse puxado aquela corda?

enfim, este ar tem me feito escutar bossa nova, milongas e tangos... complexo.

aprender e evoluir - não é isso que importa?- seguir o desejo, afinal, o único pecado é a ignorancia da alma.

mais uma ultima coisa: é incrivel como algumas pessoas, coisas ou situações realmente parecem ser feitas sob medida pra se encaixar certinho 'na gente' e mesmo assim a gente não encontra um lugar para coloca-las.

Entraste em minha vida
como o ramo de trepadeira pela janela aberta...
- e vieste desfolhar inutilmente o teu destino
na sombra esquecida
de uma sala deserta...
.beatitude - j.g. de araujo jorge.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

AMORES CRUÉIS



(na escultura Eros e Psique)

. abro o livro, Pessoa, para variar um pouco, o que vejo?

" AMORES CRUÉIS

Serás quem eu quiser. Farei de ti um ornamento de minha emoção, posta onde eu quero, e como eu quero, dentro de mim. Contigo não tens nada. Não és ninguém , porque não és consciente; apenas vives."

. e repito:
*sussurando*

Serás quem eu quiser...
quem eu quiser...
quem eu
quiser...
serás quem eu...
eu quiser...

serás...

apenas me permitindo 'deixar acontecer'.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008



existe sempre alguma coisa ausente...
existe sempre alguma coisa ausente...
existe sempre alguma coisa ausente...
existe sempre alguma coisa ausente...
existe sempre alguma coisa ausente...
aguardando tempo para dar significação aos acontecimentos vida :)

domingo, 17 de agosto de 2008

Desejo simples



Faz duas semanas que quero escrever algo interessante de sobre como eu sinto, de como eu gostaria de expressar o que eu sinto.

Mas depois desisti.
As vezes eu sinto como se todas as coisas que eu li, ouvi, senti, falei, enfim ,tudo o que aconteceu até hoje, não existisse em mim.

Como Caio F. e seu dragão: Desde que o mandei embora[o dragão] , para que eu pudesse enfim aprender a grande desilusão do paraíso, é assim que sinto: quase sem sentir.

Apenas sentir, um desejo simples...

Sentir, não pensar.

Sentir, não sonhar.

Sentir, não fingir.

Foi entao que puff...comecei a me sentir mto igual, e o que que a gente se sente mto igual?? MUDA!!

enfim resolvi mudar, fisica e 'futilmente' falando, e entao cortei o cabelo!!! eeee lol
e ficou mto bom, e eu fiquei mais leve, e lá se foram quase 30 cm de cabelo embora xD

fora isso no mais a faculdade e as aulas de 'house' ainda renderão bons assuntos, se eu tiver tempo de escrever...pq já ta puxado oO

o objetivo agora é ser mais leve, ser, no que tange ao possivel, feliz!! - com exclamações :)


Meu anseio que esqueço, quem me dera recuperar a mágoa com que te sonhei. [pessoa]



let it be...

sábado, 9 de agosto de 2008

dia dos pais



Ao meu pai 'filosofo' e suas grandes máximas sobre a sociedade moderna, como: "niguém almoça de graça". Ao meu pai que me ensina muitas coisas, dentre elas escolher a minha religião "ou com sacrificios humanos ou orgias terrenas...".
Ele o cara que me fez acreditar que o meu avô - o pai dele - que havia escrito o poema As Pombas (do Raimundo Correa). Papai, que, abrilhanta o meu dia, com a - como ele diz - morfologia das palavras, onde, alface deriva do árabe que quer dizer muitas faces. A pessoa que me mostra o mundo como ele é, sem frescura, e que sabe pq o papel higienico tem coelinhos desenhados - onde que se utiliza o papel higienico mesmo?...é, é por isso os coelinhos ;)
Enfim... a pessoa que me reforça para que eu seja quem eu sou.


Feliz dia dos pais :)

domingo, 27 de julho de 2008

Um sonho




Este sonho aconteceu na noite após eu ter assistido Narnia 2 no cinema, e logo quando cheguei em casa assisti também aquele Número 23. Passando o efeito Coringa eu resolvi posta-lo. Bom o resultado da insanidade foi este:

Em uma cabana no meio de uma floresta com arvores grandes e um pouco de neve/fuligem um homem, que neste caso é muito parecido com o Jonnhy Deep em Janela Secreta era casado com uma mulher, que pode ser representada pela Penélope Cruz no Vanilla Sky

Nesta cabana viviam com eles muitos animais, sendo que o galo dormia na cama com o casal.

Em uma noite entra um Duende pela porta, o homem só vê suas pegadas e adormece.
Quando o homem acorda esta sendo levado para um tribunal, lá um velho parecido com o Gandalf fica com o cara num elevador tipo aquele de matrix, e então eles começam a conversar.

Nesta conversa o cara descobre que a vida dele na cabaninha com a mulher é tudo mentira q é tudo uma realidade paralela e que naquele tribunal eles estão julgando a mulher dele por algum crime que ainda não podemos saber.

Então o Gandalf explica pra ele que cada bicho que tem na casa dele é representa alguma coisa que aconteceu na outra realidade e que foi colocado pra ele simbolicamente na realidade que ele vive atualmente.

O Gandalf explicou cada bicho que aparece para ele é um momento que ele deixou de viver com a mulher.

Parece que a mulher é quem manda os bichos para outra realidade, pois ela é meio bruxa.
Tem uma hora q o Duende fala: tudo começou quando você a deixou para trás e foi viver a sua vida longe dela...

Neste momento mostra a cena do passado dele indo embora nesse e a partir daí a outra realidade é criada.

Neste momento a ligação da Dani me acorda, algo sobre algum trabalho e bla bla bla.

Esse sonho nem Freud nem Jung, só o Tarantino, ou o Tim Burton ou o Guillermo del Toro podem explica-lo.


Mas então ficam as duvidas para o resto do sonho cinematográfico:

A mulher está sendo julgada exatamente por ter criado uma realidade paralela usando bruxaria e sacrifício de animais?

O que significam os animais?

Por que o homem não pode entrar no julgamento?

Será que a mulher matou o homem na primeira realidade e por isso ele foi convocado para lá?

Existem dois personagens de cada, um em cada realidade?

Só fica uma certeza: é isso que dá assistir tanto filme :)


to contando minhas moedinhas para comprar o livro do Caio Fernando x)



.: You are my sweetest downfall

I loved you first, I loved you first

Beneath the sheets of paper lies my truth

I have to go, I have to go

Your hair was long when we first met :.


sábado, 26 de julho de 2008

Vacaciones




Aff...que pausa longa não?


essas ferias estão me matando, não existe nada mais desejado e depois nada mais tedioso que férias.

coisas boas? sim, o filme do batman :) foi lindo tudo o que foi relacionado a ele.

coisas ruins? passar mal, não é assim tão bom , as vezes...


trabalhar nas cadeiras horriveis e ainda ter que ser produtivo, aff...saco viu ¬¬'

no mais continuo aqui na minha caverna, sem muita vontade de usar o msn, e afins, quando eu chego em casa.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

uma pausa, por favor.



Novamente ele, Fernando Pessoa, para falar por mim:

"O peso de sentir! O peso de ter que sentir!"


ou/ também:

"Quem sou eu para mim? Só uma sensação minha.

O meu coração esvazia-se sem querer, como um balde roto.
Pensar? Sentir? Como tudo cansa se é uma coisa definida!"


ah o livro do desassossego... perfeito :)

bah! como queria jogar video game hoje, apertar todos os botões e ficar relaxada, e não ter o compromisso de continuar um jogo, e com um simples apertar de botão - puff - terminar com tudo!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

EGO(centr)ÍSMO



Como diria o sempre presente Fernando Pessoa: eu e todos os cansaços do mundo...
Eu insuportável, estúpida e prolixa... eu que esquivo, que sinto ciúmes e até inveja. Eu que poderia ser promoter de funerária, eu cujo humor é digno da comparação com um filme noir cinza, frio e chuvoso.
Eu que ainda me preocupo em ser agradável, que tento (dentro do que eu dou conta) me colocar no lugar do outro. Eu que sofro com meus preconceitos,eu...eu que ainda espero me sentir boa o suficiente para gostar de alguma coisa...
Eu que não amo, e nem tento. Eu arrogante, eu metida, eu tímida (e por que não?), eu frágil, eu e minha coragem.
Eu que gosto de sentir o crepúsculo, de respirar o ar da noite e conversar com lua, e suplicar junto as estrelas a possibilidade de encontrar meu lugar neste mundo doido.
Eu que ainda prefiro as experiências que os livros podem me proporcionar, eu que vivo e sonho filmes, eu que seleciono trilhas sonoras para a minha vida.
Eu comum, normal e patética inutilmente sempre tentando me explicar...
Eu que não sinto tristeza (não o tempo todo), mas que também não sei (não quero) expressar a minha alegria.
Eu sentimental, eu razão, eu sozinha... eu que ainda (sempre) sinto saudades dos velhos tempos...
Eu que vivo uma época que não foi minha, tenho heróis que não foram feitos para mim, busco culturas para escapar da que pertence a maioria, eu que me invento...ou copio o que os outros inventam...
Eu que não quero me render a condição de precisar do outro, eu que fujo da mortificação do meu “eu”, eu que não quero morrer na mão do outro... eu que me destruo para sobreviver...
Eu que ainda planto rosas e converso com animais e objetos.
Eu que ainda sinto culpa por criticar os outros. Eu que quero me proteger. Eu que não aceito (talvez nunca aceitarei) pessoas que não são verdadeiras consigo mesmas e são o que os padrões pedem que elas sejam.
Eu que não gosto de padrões, mesmo assim crio um monte deles.
Eu que tenho nojo das pessoas vulgares com seus olhares lascivos...
Eu que ainda não encontrei outra definição para os relacionamentos atuais se não: prostituir-se em troca de afeto e status.
Eu que não consigo sentir nada em relação a isso – muito menos inveja. Eu que, nem sempre, gosto de ficar sozinha.
Eu que não me esforço para manter as pessoas (que vão embora) perto de mim...
Eu que não sou saudável, eu preguiça, eu dedicação, eu competidora... eu cruel.
Eu curiosa, eu desdém... eu que sofro, sonho... eu que cultivo minhas esquisitices, minhas estranhezas e assim vivo o que é possível viver, plenamente...
Eu que transfiguro, imagino, invento.

Eu que continuo aqui... e eu que estou indo embora.




quarta-feira, 9 de julho de 2008

Cotidiano


normalidade

dani: vc ja mandou o negocio?
carol: não vou mandar agora...
dani: mandou
carol: mandei
dani *com a mão dentro da boca*: to ansiosa...
carol conta um fato que aconteceu momentos antes e que não pode ser relatado aqui.
dani: diz então para essas vozes da tua cabeça pararem!
carol *aos berros e batendo na cabeça*: ahhh parem!! eu já entendi, não eu não vou matar a dani, não adianta ficar gritando!

> é isso que dá assistir filmes como o ilumidado

aprendendo com os populares (segunda parte)

algum dia no ponto de onibus.

Dois distinstos trabalhadores (para nao dizer, homens feiosos e fedorentos depois de um dia de trabalho) estao conversando, adivinhem sobre o que? Sim! Mulheres (pq acho q discutir sobre futebol não tá dando ibope).

Homem 1: Oh cara mas aquela mulher é um canhão!
Homem 2 (o filósofo popular): Mas seguinte véi, mais vale um canhão na cama do que dois aviões na rua!

depois eu desisti de escutar o resto da conversa pra preservar minha integridade psicológica.
.
modernidade(?)

dani: pq a mulher moderna tem sempre uma segunda opção

carol: nem que essa segunda opção seja comer

ainda sobre a comida: alguém tem que morrer para me alimentar.
.
E tu, por que é que me chamavas Morte?
Eu sou, apenas, tua Alma...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

migalhas...



From the brightest star
Comes the blackest hole
You had so much to offer
Why did you offer your soul?
I was there for you baby
When you needed my help
Would you deny for others
What you demand for yourself?

Cool down mama, cool off
Cool down mama, cool off

You speak of signs and wonders
I need something other
I would believe if I was able
But I'm waiting on the crumbs from your table


You were pretty as a picture
It was all there to see
Then your face caught up with your psychology
With a mouth full of teeth
You ate all your friends
And you broke every heart thinking every heart mends


You speak of signs and wonders
But I need something other
I would believe if I was able
But I'm waiting on the crumbs from your table

Where you live should not decide
Whether you live or whether you die
Three to a bed
Sister Ann, she said
Dignity passes by

And you speak of signs and wonders
But I need something other
I would believe if I was able
I'm waiting on the crumbs from your table
.: U2 :.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Questões fúteis de ordem prática




Projeto – Apaixonar e sofrer até outubro de 2008

A partir dos ideais da Daniela estamos elaborando o projeto Apaixonar e sofrer até outubro de 2008, que consiste em fazer aqui o que o titulo diz mesmo.

Continuando com as orientações de nossa idealizadora, devemos também escolher uma musica do Jota Quest para sofrer, e então partir para a extensão do projeto – Sofrendo com músicas populares brasileiras – Especialização: Jota Quest.

Os cursos e práticas acontecerão de Julho até outubro, quando acontece o show da Madonna e o nosso aniversário também.

Os cursos serão ministrados conforme a demanda dos participantes, podendo abranger os seguintes pontos:

- Tema inicial: por quem / o que eu irei apaixonar e sofrer até outubro de 2008?
- Conseguirei manter um relacionamento até outubro?
- Conseguirei deixar de sofrer depois de outubro?

- Questão filosófica existencial da Carol: posso ser fiel a algo que teoricamente não existe?

- Procurando situações agradáveis no ambiente – deixando o carma de lado e vivendo mais feliz aceitando as pessoas – como isso é possível?

- Escolha da música depressiva de sofrimento
Dani - Mais uma vez
"Viva todo o seu mundo
Sinta toda liberdade
E quando a hora chegar, volta
Que o nosso amor está acima das coisas...desse mundo"
Carol - O que eu também não entendo
"Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos traduzidos em palavras
Pra que você possa entender
O que eu também não entendo"

Referencial teórico:

A poesia de Júpiter Maça – O novo namorado:
Fica comigo e deixa eu te mostrar que
eu posso ser seu novo namorado
Fica comigo e deixa eu te provar que eu sou
aquele que cai bem do seu lado

Mundo moderno, alguém me dizia
'Todo mundo come todo mundo',
Mas eu tô querendo
Querendo trabalhar meu lado sensibilidade
Agora eu quero só você
Pra gostar de verdade

Fica comigo e deixa eu te mostrar que eu posso ser seu novo namorado
Fica comigo e deixa eu te provar que eu sou
aquele que cai bem do seu lado

Ouvi o motor nas costas da cabeça
Eu vi todas as luzes piscando e eu não tenho pressa
Eu não tenho pressa, embora pareça
Eu não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não
Não, tenho pressa pra te amar !

Mundo futurista alguém me dizia:
'Energia sexual mal dirigida pode ser uma fria'
A minha energia retorna em energia,
Por isso eu posso ser o aquariano (escorpiana / libriana)
Que a capricórnio (leão/ áries / gêmeos/ peixes...) queria

Acreditamos no pleno sucesso do projeto – principalmente na parte que envolve o sofrer :)
com ou sem a aprovação da chata recalcada da Martha xP

quarta-feira, 2 de julho de 2008

meu toca-discos se matou

Me acordou
De madrugada
Falando baixinho
Recordou
Miss Amanda Jones
E seu passeio
Domingo ao parque
Como diriam nossos ancestrais
Se acaso fores
E difícil de voltar
E ele girou, girou, girou
E não chegou a lugar nenhum
Meu toca-discos se matou
De solidão
.: vera loca :.

foto do lucas - livramento/rs - amo (L)³³ (mais que o vera)

domingo, 29 de junho de 2008

House



bom já passou muito tempo (umas duas semanas) mas tentarei lembrar o que assistir o ultimo episodio da quarta temporada de house me fez sentir.


primeiro, o Wilson, que coisa linda ele tentando fazer com que ela viva mais um pouquinho, e como ele conta que ela vai morrer...e depois a Amber dizendo: sempre queremos um pouco mais... - e não é que é verdade?

E a frase que nos fez pensar, quando questionada se ela não estaria com raiva, ela responde: raiva não é o ultimo sentimento que eu quero sentir...


nossa que baque, não sei se foi por eu estar meio 'desiludida' quando assisti o episodio, ou por um historico de coisas mesmo que já me ocorreram, mas só sei que eu pensei: se eu morresse hoje, morreria com raiva de muitas coisas, e isso é tão deprimente.


foi nessa parte que eu comecei a chorrar horrores.


então já meio sei lá, veio a parte do House em coma, dizendo a Amber que gostaria de ficar lá (em coma), pq lá ele não sentia dor... dai eu vi o pq que eu gosto tanto do House, ele é quem é, sofre por isso, mas para se proteger (sim proteger) é rude daquele jeito e não consegue mais ser de outra maneira, ele é sozinho pq ele inventou ser sozinho... e foi ai que eu vi que estou caminhando pelo mesmo caminho dele... e dai eu desabei.


bom e entao as semanas passaram, as coisas aconteceram... e sexta falei a coisa mais incomum que eu poderia ter falado: hoje o meu dia foi perfeito, hoje eu fiquei satisfeita comigo mesmo em todos os momentos, e não senti culpa de nada que eu fiz.


aprendi com a Amber? não sei, talvez seja só uma fase...


Como todo o indivíduo de grande mobilidade mental, tenho um amor orgânico e fatal à fixação. Abomino a vida nova e o lugar desconhecido.

.pessoa.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

karma

It's so easy to laugh
It's so easy to hate
It takes strength to be gentle and kind
Over, over, over, over
It's so easy to laugh
It's so easy to hate
It takes guts to be gentle and kind
Over, over
Love is Natural and Real
But not for you, my love
Not tonight, my love
Love is Natural and Real
But not for such as you and I, my love
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head

.: the smiths :.

eu sei, eu sei...ainda tenho que escrever sobre: o que aprendemos com o ultimo ep. de House. Mas para isso eu preciso me concentrar melhor.
** Na fotinho o casal mais fofo que existe(?) *___* Gambit e Rogue *suspiro*

domingo, 22 de junho de 2008

apredendo tirar conclusões (nem tão precipitadas)




"Dois, três dias de semelhança de princípio de amor...


Tudo isto vale para o esteta pelas sensações que lhe causa. Avançar seria entrar no domínio onde começa o ciúme, o sofrimento, a excitação. Nesta antecâmara da emoção há toda a suavidade do amor sem a sua profundeza - um gozo leve, portanto, aroma vago de desejos, e se com isso se perde a grandeza que há na tragédia do amor, repare-se que, para o esteta, as tragédias são coisas interessantes de observar, mas incomodas de sofrer. O próprio cultivo da imaginação é prejudicado pelo da vida. Reina que não está entre os vulgares.

Afinal, isto bem me contentaria se eu conseguisse persuadir-me que esta teoria não é o que é, um complexo barulho que faço aos ouvidos da minha inteligência, quase para ela não perceber que, no fundo, não há senão minha timidez, minha incompetência para a vida."


ahhh!! esse Fernando Pessoa :)


bueno, mas vamos ao que interessa (ou não). São alguns pensamentos que me surgiram nos ultimos tempo e que só um domingo sem nada pra fazer, a não ser fugir do relátorio de AEC, me permite torná-los 'entendíveis' (ou não) para mim mesma. *que descrição* por isso eles estão soltos ai, os pensamentos, sentimentos, desejos, postulações, talvez um dia (bem talvez mesmo) eu retome alguns deles e me aprofunde (se é que será possivel) no que eu quis dizer e no que eu senti escrevendo isso.


* sentir sem pensar não é legal, pensar sem sentir tbm não... pensar o sentimento ou sentir o pensamento é a solução?


raciocinar o que se sente as vezes é uma coisa que demora, dói e nem sempre nos dá as respostas que achavamos que tinhamos/queriamos.


* as vezes resgatar gostos e atitudes do passado é uma alternativa para quem se perdeu no presente.


* nem sempre podemos comparar uma situação com a outra, já dizia o leão de nárnia, uma coisa não acontece duas vezes na mesma maneira. as pessoas são únicas e suas existencias é o que importa, são feitas por suas escolhas e nós...ah...nós não temos nada a ver com isso.


logo, o que nos chama a atenção, não é atraente para um outro, ou até mesmo para nós mesmo em momentos diferentes. *isso tá muito auto-ajuda, vou parar por aqui*


* tudo está bem quando acaba como EU quero e quando eu quero!


* procuramos pessoas para nos relacionar para sentir até onde podemos chegar, por isso eu acho que deveriamos poder ser livres desse negocio de ciúmes, e possessividade (mas e eu consigo?)


* muitas vezes aquele pessoa que permite que tu demosntre todas as tuas fantasias(fetiches) é aquela que mais te encomoda, pq tu não sabe até onde ela pode chegar por te conhecer de uma maneira diferente das outras pessoas.


* os sinais que emitimos ao ambiente são respondidos de acordo com o nosso interesse, agora, se tu não sabe o que tu quer, como saber , ou culpar, o pq as pessoas te tratam desta ou daquela maneira?


* existem varias maneiras de encarar uma situação, a que eu mais desprezo é a de omitir a responsabilidade pelos proprios atos, afastando-se da situação de maneira coverdade e despretenciosa.


* o que é ser platônico?

quando uma relação até então platônica e sem grande interesse passa a ser levada em consideração, quando a nossa presença passa a causar respostas (in)esperadas, vem a questão primordial de quem tem uma paixão platonica: eu posso levar isso adiante? eu posso tornar-te real para mim? eu quero tornar-te real?


* sentir, sentir, sentir....mas sentir o que? e quando o que mais negamos, fugimos, causa uma movimentação necessária na nossa vida? lutar pelo que não é nosso, por um bem-estar egoísta, ou simplismente por desejar possiur,controlar algo? pelo prazer da mudança sacrifico meus ideais? pelo que esta situação de mudança me traz eu nego o que eu sou para afirmar o meu 'vir a ser'? até onde eu vou sem me perder...


* uma 'conversa muda' pode ser mais esclarecedora do que uma longa conversa com grandes explicações.


* sobre a admiração e a inveja

é dificil aceitar que aquela pessoa que convive conosco possa sentir-se agredida com alguma de nossas manifestações de alegria e satisfação. mas isso acontece. muitas vezes sentimos que influenciamos uma ou outra pessoa por nosso jeito se ser, vemos nossas frases repitidas por ai, vemos nossas ideias sendo discutidas por outros, indicamos uma musica, recebemos outra indicação, isso pode ser considerado admiração. mas a fronteira entre admiração e inveja é tênue, é frágil e por isso devemos cuidar para não inspirar esses sentimentos em pessoas próximas a gente. A inveja e o cíume sentido por um companheiro, um amigo próximo é o veneno que mata as relações, trazem consigo a desconfiança...o mal estar, e a vontade de fazer mal. quando vemos, puff! já tem alguém vivendo a nossa vida, com os nossos jeitos e já não sabemos o que aquela pessoa é...e o que ela pode fazer.


* eu me sinto mal por desprezar as pessoas, mas ainda não consigo evitar este sentimento.


* sou uma quimera! gritei isto esta semana, e logo a seguir disse, não não sou uma quimera! só para ter o prazer de afirmar minha incongruência.


acho que tinha muito mais coisas para escrever, mas isso já tá virando um testamento, e eu cansei de me pensar. e no fim, nada é eterno mesmo...tudo se perde com o vento dos tempos...


Somos quem não somos, e a vida é pronta e triste.

.pessoa.

quarta-feira, 18 de junho de 2008




Chega através do dia de névoa alguma coisa do esquecimento,
Vem brandamente com a tarde a oportunidade da perda.
Adormeço sem dormir, ao relento da vida.

É inútil dizer-me que as ações têm conseqüências.
É inútil eu saber que as ações usam conseqüências.
É inútil tudo, é inútil tudo, é inútil tudo.

Através do dia de névoa não chega coisa nenhuma.

Tinha agora vontade
De ir esperar ao comboio da Europa o viajante anunciado,
De ir ao cais ver entrar o navio e ter pena de tudo.

Não vem com a tarde oportunidade nenhuma.

Álvaro de Campos - Fernando Pessoa


eu sei! eu sei...sei? ah não sei mais nada também a essa altura do dia (da noite)
olho pela janela e vejo a lua cheia lindona e sozinha lá no céu, poético, profundo... mas por mais quantas luas sentirei esta angústia, esse spleen? talvez pra sempre...sempre esse vazio que ecoa dentro de mim é inútil tudo...tudo...

domingo, 15 de junho de 2008

é a minha natureza (impulsiva)



pelas coisas que vem acontecendo, e hoje, conversando com um amigo eu escrevi essa frase: é a minha natureza impulsiva, mas o que significa isso? o que me faz ser assim, e não ser assim impulsiva? não vou tentar explicar, nem eu mesmo sei. A maneira como a gente se relaciona com os outros, como agimos em determinados momentos, querendo (ou não) aceitar um deja vú, uma repetição, uma sensação, buscando essa sensação, sendo ingenua, não sendo responsável, sendo explosiva, sendo amável, sendo distante, infeliz, sentindo inveja, medo, rancor, alegria, confusão, não sabendo sentir(o que sentir), não sabendo pensar, não querendo pensar, criando um personagem, usando outra pessoa como pretexto, ouvindo aquela música que há tempo não ouvia, não acreditando... enfim o que ainda nos prende a isso tudo? isso é real?


Eu criei o meu castelo e fui morar nele com as minhas paredes de preconceito e desdém, quando em vez uma nuvem passa por aqui e me diz do mundo lá fora. Dia desses, pensei em fazer uma reforma, quis quebrar todas as paredes de uma só vez, para voltar pro mundo que eu havia deixado quando construi meu castelo e fiquei sozinha dentro dele com os dragões do meu desejo, mas então onde eu moraria se não no meu castelo? afinal eu demorei muito tempo para construi-lo. Então resolvi ir derrubando algumas paredes por vez, pintando outras, e assim ir mudando as coisas, não sei o que sairá no final da reforma, as vezes a poeira das paredes quebradas encomoda, mas vale a pena. Ontem sentei no jardim para observar as rosas, ainda tenho medo dos espinhos que outrora me machucaram, mas agora eu sei que para não me machur eu devo não querer segurá-las para sempre.


quarta-feira, 11 de junho de 2008

angústias de saudade

Hora se foi já nem me lembro
Do que você me falou
O mundo segue acontecendo
Aqui em volta onde estou
Quase não cabe num momento
E assim respiro vento e passatempo
Hora se foi já nem me lembro
Do som que sempre me embalou
De tudo mais o que eu tenho
De tudo o que te conquistou
Quase não vejo envolvimento
E assim respiro mais um novo invento
É muita coisa em pouco tempo
É muita coisa em pouco tempo
É muita coisa em pouco tempo
Impossível controlar o movimento
E já que não entendo o porquê
E já que não sinto pressa pra saber
.Acústicos e Valvulados.



e pq não admitir que sentimos angústia, e saudade e culpa e tudo mais (as vezes) por ser assim?
pq como conversávamos, a Dani e eu hoje, esse negocio de "ele não te merece" é estupidez, pq muitas vezes desejamos aquele que teoricamente "não nos merece" e esse ai, o tal, não nos deseja, então de que adianta ele não nos merecer? (deu pra entender?) Ah se não deu tbm...esquece, é só um suspirinho mesmo.

"Da saudade na campa enegrecida
Guardo a lembrança que me sangra o peito,
Mas que no entanto me alimenta a vida."
Augusto dos Anjos

a propósito, feliz dia dos namorados :)

sábado, 7 de junho de 2008

relato




então ela chega em casa e se confesa com o peixe dourado, conta o seu dia e suas aflições... abre um livro, senta na cama e começa a ler, até que, levanta e começa a procurar um outro livro onde havia lido algo parecido. dialoga com os livros, faz com que eles conversem entre si "o autor tal leu seu livro, viu ó, tá aqui parecido, um livro com outro". anda anda pelo quarto, arruma suas coisas. postula teorias sobre a existencia humana, sobre as vidas prostituidas, das mais diversas formas, que ela convive durante o dia. mas não escreve nada, tem medo de não ficar bom, não consegue escrever, acha tudo banal, e só consegue expressar o banal da sua própria existencia. anda mais um pouco, mexe em alguns papeis, pega um café, continua a ler o livro, escuta uma musica baixinho. tem um coração tatuado, para não se esquecer que tem um coração. procura lembranças, procura razões. fecha o livro, apaga a luz. olhando para a lua que brilha encima da porta lembra-se do tempo em que era povoada de futeis felicidades, um ultimo suspiro antes de cair no sono e sonhar possibilidades...ela se acostumou a ficar sozinha.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

minha indiferença



Será que isso funciona pra mim?

Não sei se é a gripe, ou se foi Goethe, através de seu Werther, mas eu sinto que tem algo me levando para o lado negro da força novamente e tentando colocar aquele chapéu de pinico ridiculo na minha cabeça, dizendo assim: "quebre carol...destrua, amasse, pise, soque, fale o que não deve ser falado..." - ok ok, isso pode ser um transtorno grave, afinal, não é todo o dia que o além fala conosco, bom... talvez eu vá procurar um profissional formado em dar palpites, ops, um psicólogo.
E tudo isso pode ser também a proximidade do show do Matanza, que não tem ninguém pra ir comigo...bando de maricones!


Mas voltando a indagação inicial, levando em conta que a minha cara de feliz é igual a minha cara de triste (fala da Dani), será que essas balinhas da felicidade funcionam para mim? Bom, pela quantidade de remédios que eu tomo, principalmente os antitussigenos, inibidores da MAO - sim sim eu leio a bula dos inúmeros remédios para gripe que eu tomo, embora não as siga corretamente - e eu posso dizer-lhes, paracetamol não cura angustia.


.: esse remédio jamais vai curaresse remédio eu conheço, é aspirina
isso só faz com que a cabeça descanse em paz
enquanto a confusão contamina
esse remédio jamais vai curar
esse remédio azul anfetamina
isso só faz do beijo o amor, e do amor a pastilha
que eu ponho na boca e termina
é como verso popular
chega nas nuvens, desmancha no ar
e sempre volta pro lugaresse remédio jamais vai curar
esse remédio eu conheço é gasolina
isso queima quem brinca com fogo, quem corre, quem fica
e quem quer mais calor na retina
é como verso popularchega nas nuvens, desmancha no ar
e sempre volta pro lugar : .
Acústicos e Valvulados

sábado, 31 de maio de 2008

possibilidades metafísicas




Semana passada a nossa queria Tuelha Martha foi acometida por uma série de sonhos apocalipticos sobre o fim do mundo e o dia do juizo final. Levando em consideração a religião monoteísta e essa dicotomia (bem x mal) eu estive pensando de como seria o fim do mundo / dia do juizo final.


(e se deus fosse influenciado pela psicologia humanista)


então estão lá, deus e o diabo, tomando seus leitinhos com toddy e jogando seu xadrez habitual, até que, entediados, resolvem dar um fim ao jogo.


Deus: Pô Lulu, não quero mais jogar esse tal de xadrez com essas peças ai, cansei disso, a eternidade toda, desque eu montei esse tabuleiro, tu se rebelou contra mim, e decidiu ser meu adversário no xadrez, e ninguém ganha essa merda? Vamos fazer alguma coisa mais interessante, sei lá...pensa ai...se a gente chamasse meu filho pra jogar de novo?


Diabo: Porra Deus, não chama o guri de novo não, se não ele vem com aquela lenga lenga de ser o salvador e querer pegar as peças todas e ir brincar de fazendinha com elas, as chamando de meu rebanho...


Deus: é...dai complica o negocio, mas então o que fazemos?


Diabo: ah vamos tocar o terror no território!! hahahaha!!


e neste momento o diabo derrama seu leite com toddy sobre o tabuleiro e está iniciado o apocalipse! Deus como havia inventado a brincadeira resolveu, por apego ao tabuleiro, dar ordem na bagunça.


Deus: Perae! Lulu, o negocio não pode ser assim!


Diabo: ok ok , mas diz ai o manda-chuva, como a gente faz então?


Deus: bom vamos juntar as peças e dividir entre nós dois =)


Diabo (contrariado pq queria destruir tudo): ahm deus, e como faremos isso?


E então deus começa a explicar como ia funcionar o juizo final (nome que ele inventou ali na hora mesmo) . Os dois colocam as peças sobre o tabuleiro, as que estavam presentes e todas as outras que já estiveram sobre o tabuleiro. Deus , por questões obvias explicadas ali encima, ficará com as peças que são boas, que fizerem bem para as outras peças, as peças bem-humoradas e também as peças que seguiram as dietas a risca * (deus não gosta das pessoas que saem da dieta - ver explicação ali em baixo). O diabo, então, fica com os anti-leis, os pertubadores da ordem e com os inumeros roqueiros que cultuam seu nome, e por este motivo, tiveram grande repercursão mundial, e também com as peças que compraram estrelinhas de vida em sua mão em troca de alguns momentos de fama enquanto estiveram no tabuleiro.

- Ok, mas e as outras peças? questionou o diabo.

Deus: bom, podemos fazer o seguinte, as que tiveram uma existencia e foram coerentes consigo mesmas e seguiram seus próprios desejos ficarão comigo, as outras contigo.


E assim foi feito, deus, com seu jeitinho de paizão falava, com o diabo ao seu lado:

- Olá meu filho, tudo bem? Senta aqui perto do tio, eu sou deus sabia? Então, eu tenho uma perguntinha para te fazer...hã o que? Sei...eu posso sentir o que voce sente...hã? sim sim...mas deixa o tio fazer uma perguntinha, depois teremos toda eternidade para discutir os teus conflitos. Mas, diz pra mim meu querido, fostes congruente durante a tua existência? Seguiste teu coração e fostes empatico com o outro, aceitando-o incondicionalmente?


Se a resposta fosse positiva, e verdadeira, a peça ficava com deus, caso contrário, o diabo a carregava.


*explicação: deus não gosta das pessoas que fogem da dieta, semana passada quis fazer isso, fui comer um doce, e foi o pior e mais horrivel doce que eu já comi na minha vida xD


(e se deus fosse behaviorista)


existiria o juizo final?


dúvida conceitual sobre o behaviorismo:


bonsai é uma maneira de modificar o ambiente de maneira aversiva?


(e se houve a lei karmica)

neste caso não existiria juizo final, mas pequenas varas de julgamento, onde os juizes, os que alcançaram o nirvana, liderados por seu lider supremo Kurt Cobain, julgariam se a pessoa cumpriu sua missão e seus planos de meta, e principalmente se ela se vestiu adequadamente durante sua existencia terrena. Este ultimo item teria um peso importantissimo na decisão de quantas outras encarnações a pessoa teria que cumprir até que entrasse para o seleto grupo elevado que atingiu o nirvana.



Não deves acreditar nas respostas. As respostas são muitas e a tua pergunta é única e insubstituível. Mário Quintana