
"(...) O que obviamente não presta sempre me interessou muito. Gosto de um modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão." - C. Lispector
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
deu pra ti

domingo, 14 de dezembro de 2008
Conquista

quinta-feira, 27 de novembro de 2008
sem importância
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
da fuga

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

"Os círculos de tédio desciam concêntricos da lâmpada, estendia o braço e sentia a carne inerte, os sentidos adormecidos, pouco mais que um objeto, eu. O mesmo bar, a mesma lâmpada, a mesma carne, mas todos em vibração, os sentidos multiplicados, intensos, elétricos, o coração quase parando de espanto, o espanto de ter encontrado no meio do deserto uma palmeira, uma palmeira de olhos claros, camisa verde, mãos brancas. Ter encontrado um cravo branco entre os caixotes de lixo atapetando a rua. Ter encontrado o espaço de silêncio dentro de um grito. Ter encontrado um ponto de apoio para o cansaço. Você não me vê, eu não te vejo, mas tenho o coração pálido, as mãos suspensas no meio de um gesto, a voz contida no meio de uma palavra, e você não vê o meu silêncio nem meu movimento dentro dele. A primavera se quebrava brusca em espinho, ferro. Já não sei desde quando estamos aqui, desde quando falamos de caracóis, desde quando invento teu silêncio igual ao meu. Por que estranha alquimia passavam as palavras dele para vara-lo assim, nessa tão remota dimensão do ser? A visão tardia de encontrar a chave depois da porta ter-se tornado inexistente. A chave inútil pesando em fogo nas mãos e o gesto há muito tempo preparado transformado subitamente em cansaço e desencanto de não ter visto antes. Os dois sentados um frente ao outro, pela tarde a transformar-se lenta em noite, em madrugada, em cinza. Não virá nunca."
A Chave e a Porta - Caio Fernando Abreu
li hoje voltando da faculdade :D
yes and I sin every single day...
segunda-feira, 3 de novembro de 2008

domingo, 2 de novembro de 2008
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
começando um novo ciclo

quinta-feira, 23 de outubro de 2008
statu quo

sábado, 18 de outubro de 2008
Não consigo

Janta
não consigo... parar de escutar...
a Carol aqui estava tentando simplificar as coisas - apreciar os bons momentos :), mas ainda existem pessoas que teimam em me fazer querer matá-las só um pouquinho. Eu sei que o meu grilo falante vai dizer que nós já tinhamos discutido esse ponto, mas nem por isso eu deixo de me surpreender - ou de querer me surpreender com isso.
vou ver até onde que chega, depois eu penso no que fazer. Agora, tenho que ficar bonitinha e fazer cara de feliz para as visitas :D
Um hálito de música ou de sonho, qualquer coisa que me faça quase sentir, qualquer coisa que me faça não pensar. Fernando Pessoa
sábado, 11 de outubro de 2008
(fora do tempo?)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008
domingo, 21 de setembro de 2008
Valsinha

terça-feira, 16 de setembro de 2008
Superficialidades
(não nego, não nego, não)"
.engenheiros.
É enfim choveu... talvez era isso que eu estava esperando para escrever...
Esta página está em branco desde sábado, e no meio da semana até escrevi uma resposta para um questionamento da Dani, que não tive tempo para postar.
É é, a vida ta corrida de verdade... e nem dá tempo de colocar tudo aqui.
Mas enfim, cá estamos, chuva e depois de um final de semana infernal dividido entre festa, Hellboy e a elaboração para o julgamento de ECT da aulinha do tio Nando.
E essas aulinhas do tio Nando têm contribuído para nossas superficialidades cotidianas. Sobre o efeito dos bloqueadores da recaptação seletiva de monoaminas e o amor: é melhor ter dopamina do que amor.
Conclusão sobre a depressão: nós somos tão superficiais que nem tristeza profunda conseguimos ter. (o que não deixa de ser muito triste)
Mas o que eu sinto em relação ao que as pessoas sentem? Eu acho que temos medo do que nos ‘movimenta’, já dizia o Pessoa..., sinto um vácuo de significado, ou uma falta de vontade de comunicar-se, um pouco de frustração misturado com uma sempre e cada vez maior curiosidade (para não chamar intromissão) da minha parte. Ahhh!!! Eu não gosto de não saber!
Por esses dias me sinto ‘confiante’, me sinto bem mesmo, sábado foi um dia para divertir, colocar a cara na rua e afirmar: eu sou o que eu quero ser. Gostei, foi uma festa boa, e com alguns até, momentos reveladores – *sussura* e depois eu é que sou a profana, hein? Mas como diríamos, em relação ao gargalo da garrafa: feliz é que é congruente consigo mesmo. (Até mesmo quem é carrasco).
“toda vez que falta luz
toda vez que algo nos faltar
o invisível nos salta aos olhos”
Vazio vazio vazio...sempre vazio...sempre precisando preecher...é a natureza humana... eu quero produzir mais coisas, quero movimentar, quero sofrer (no bom sentido, e entendam, ele existe). Pois eu gosto das incomodações, daquilo que me lembra do passado, as tais reminiscências, gosto do que me causa mal-estar, do que me morde o pé e diz: ei psiu...se tu não te mexer eu te pego!!
“Que a chuva caia como uma luva
Um dilúvio um delírio
Que a chuva traga alívio imediato
Que a noite caia de repente caia
tão demente quanto um raio
Que a noite traga alívio imediato”
. muitas saudades do que eu nem sei se existe mais, ou se existiu algum dia, nada em mim pode ser normal, nada em mim será como os que chamam “perfeito”, eu tenho que inventar o que é perfeito pra mim, e começar a acreditar nisso.
Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada. Clarice Lispector.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Com licença, vou ali me machucar.

esconde o desejo
e escolhe no bairro
um lugar de esconder
e vai
mais um quase toque
na pele que arde
de tanto fingir
.preço da flor - Mallu Magalhães.
Não, eu nem quero evitar que esse final ocorra, eu anseio realmente por ele... ah o sofrimento, e o estar sozinho acentuados por mais um vento que passou na minha vida.
Sabe pq? pq no final o sofrimento terá mais essa substancia, mais esse significado...
"a gente nasce sozinho e morre sozinho" perdi as contas de quantas vezes já repeti isso pra mim... é, por esses dias foi tempo de afirmar pontos de vista... mudanças, sim, inevitavel, assim como é inevitavel manter algumas coisas em prol da nossa integridade.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
AMORES CRUÉIS

(na escultura Eros e Psique)
Serás quem eu quiser. Farei de ti um ornamento de minha emoção, posta onde eu quero, e como eu quero, dentro de mim. Contigo não tens nada. Não és ninguém , porque não és consciente; apenas vives."
. e repito:
*sussurando*
Serás quem eu quiser...
quem eu quiser...
quem eu
quiser...
serás quem eu...
eu quiser...
serás...
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
domingo, 17 de agosto de 2008
Desejo simples

As vezes eu sinto como se todas as coisas que eu li, ouvi, senti, falei, enfim ,tudo o que aconteceu até hoje, não existisse em mim.
o objetivo agora é ser mais leve, ser, no que tange ao possivel, feliz!! - com exclamações :)
Meu anseio que esqueço, quem me dera recuperar a mágoa com que te sonhei. [pessoa]
let it be...
sábado, 9 de agosto de 2008
dia dos pais

domingo, 27 de julho de 2008
Um sonho

Em uma cabana no meio de uma floresta com arvores grandes e um pouco de neve/fuligem um homem, que neste caso é muito parecido com o Jonnhy Deep em Janela Secreta era casado com uma mulher, que pode ser representada pela Penélope Cruz no Vanilla Sky
Nesta cabana viviam com eles muitos animais, sendo que o galo dormia na cama com o casal.
Em uma noite entra um Duende pela porta, o homem só vê suas pegadas e adormece.
Quando o homem acorda esta sendo levado para um tribunal, lá um velho parecido com o Gandalf fica com o cara num elevador tipo aquele de matrix, e então eles começam a conversar.
Nesta conversa o cara descobre que a vida dele na cabaninha com a mulher é tudo mentira q é tudo uma realidade paralela e que naquele tribunal eles estão julgando a mulher dele por algum crime que ainda não podemos saber.
Então o Gandalf explica pra ele que cada bicho que tem na casa dele é representa alguma coisa que aconteceu na outra realidade e que foi colocado pra ele simbolicamente na realidade que ele vive atualmente.
O Gandalf explicou cada bicho que aparece para ele é um momento que ele deixou de viver com a mulher.
Parece que a mulher é quem manda os bichos para outra realidade, pois ela é meio bruxa.
Tem uma hora q o Duende fala: tudo começou quando você a deixou para trás e foi viver a sua vida longe dela...
Neste momento mostra a cena do passado dele indo embora nesse e a partir daí a outra realidade é criada.
Neste momento a ligação da Dani me acorda, algo sobre algum trabalho e bla bla bla.
Esse sonho nem Freud nem Jung, só o Tarantino, ou o Tim Burton ou o Guillermo del Toro podem explica-lo.
A mulher está sendo julgada exatamente por ter criado uma realidade paralela usando bruxaria e sacrifício de animais?
O que significam os animais?
Por que o homem não pode entrar no julgamento?
Existem dois personagens de cada, um em cada realidade?
Só fica uma certeza: é isso que dá assistir tanto filme :)
sábado, 26 de julho de 2008
Vacaciones

quarta-feira, 16 de julho de 2008
uma pausa, por favor.

quinta-feira, 10 de julho de 2008
EGO(centr)ÍSMO

Como diria o sempre presente Fernando Pessoa: eu e todos os cansaços do mundo...
Eu insuportável, estúpida e prolixa... eu que esquivo, que sinto ciúmes e até inveja. Eu que poderia ser promoter de funerária, eu cujo humor é digno da comparação com um filme noir cinza, frio e chuvoso.
Eu que ainda me preocupo em ser agradável, que tento (dentro do que eu dou conta) me colocar no lugar do outro. Eu que sofro com meus preconceitos,eu...eu que ainda espero me sentir boa o suficiente para gostar de alguma coisa...
Eu que não amo, e nem tento. Eu arrogante, eu metida, eu tímida (e por que não?), eu frágil, eu e minha coragem.
Eu que gosto de sentir o crepúsculo, de respirar o ar da noite e conversar com lua, e suplicar junto as estrelas a possibilidade de encontrar meu lugar neste mundo doido.
Eu que ainda prefiro as experiências que os livros podem me proporcionar, eu que vivo e sonho filmes, eu que seleciono trilhas sonoras para a minha vida.
Eu comum, normal e patética inutilmente sempre tentando me explicar...
Eu que não sinto tristeza (não o tempo todo), mas que também não sei (não quero) expressar a minha alegria.
Eu sentimental, eu razão, eu sozinha... eu que ainda (sempre) sinto saudades dos velhos tempos...
Eu que vivo uma época que não foi minha, tenho heróis que não foram feitos para mim, busco culturas para escapar da que pertence a maioria, eu que me invento...ou copio o que os outros inventam...
Eu que não quero me render a condição de precisar do outro, eu que fujo da mortificação do meu “eu”, eu que não quero morrer na mão do outro... eu que me destruo para sobreviver...
Eu que ainda planto rosas e converso com animais e objetos.
Eu que ainda sinto culpa por criticar os outros. Eu que quero me proteger. Eu que não aceito (talvez nunca aceitarei) pessoas que não são verdadeiras consigo mesmas e são o que os padrões pedem que elas sejam.
Eu que não gosto de padrões, mesmo assim crio um monte deles.
Eu que tenho nojo das pessoas vulgares com seus olhares lascivos...
Eu que ainda não encontrei outra definição para os relacionamentos atuais se não: prostituir-se em troca de afeto e status.
Eu que não consigo sentir nada em relação a isso – muito menos inveja. Eu que, nem sempre, gosto de ficar sozinha.
Eu que não sou saudável, eu preguiça, eu dedicação, eu competidora... eu cruel.
Eu curiosa, eu desdém... eu que sofro, sonho... eu que cultivo minhas esquisitices, minhas estranhezas e assim vivo o que é possível viver, plenamente...
Eu que transfiguro, imagino, invento.
Eu que continuo aqui... e eu que estou indo embora.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Cotidiano
algum dia no ponto de onibus.
Dois distinstos trabalhadores (para nao dizer, homens feiosos e fedorentos depois de um dia de trabalho) estao conversando, adivinhem sobre o que? Sim! Mulheres (pq acho q discutir sobre futebol não tá dando ibope).
Homem 1: Oh cara mas aquela mulher é um canhão!
Homem 2 (o filósofo popular): Mas seguinte véi, mais vale um canhão na cama do que dois aviões na rua!
depois eu desisti de escutar o resto da conversa pra preservar minha integridade psicológica.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
migalhas...

Comes the blackest hole
You had so much to offer
Why did you offer your soul?
I was there for you baby
When you needed my help
Would you deny for others
What you demand for yourself?
Cool down mama, cool off
Cool down mama, cool off
You speak of signs and wonders
I need something other
I would believe if I was able
But I'm waiting on the crumbs from your table
You were pretty as a picture
It was all there to see
Then your face caught up with your psychology
With a mouth full of teeth
You ate all your friends
And you broke every heart thinking every heart mends
You speak of signs and wonders
But I need something other
I would believe if I was able
But I'm waiting on the crumbs from your table
Where you live should not decide
Whether you live or whether you die
Three to a bed
Sister Ann, she said
Dignity passes by
And you speak of signs and wonders
But I need something other
I would believe if I was able
I'm waiting on the crumbs from your table
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Questões fúteis de ordem prática

A partir dos ideais da Daniela estamos elaborando o projeto Apaixonar e sofrer até outubro de 2008, que consiste em fazer aqui o que o titulo diz mesmo.
Continuando com as orientações de nossa idealizadora, devemos também escolher uma musica do Jota Quest para sofrer, e então partir para a extensão do projeto – Sofrendo com músicas populares brasileiras – Especialização: Jota Quest.
Os cursos e práticas acontecerão de Julho até outubro, quando acontece o show da Madonna e o nosso aniversário também.
Os cursos serão ministrados conforme a demanda dos participantes, podendo abranger os seguintes pontos:
- Tema inicial: por quem / o que eu irei apaixonar e sofrer até outubro de 2008?
- Conseguirei manter um relacionamento até outubro?
- Conseguirei deixar de sofrer depois de outubro?
- Questão filosófica existencial da Carol: posso ser fiel a algo que teoricamente não existe?
- Procurando situações agradáveis no ambiente – deixando o carma de lado e vivendo mais feliz aceitando as pessoas – como isso é possível?
- Escolha da música depressiva de sofrimento
"Viva todo o seu mundo
Sinta toda liberdade
E quando a hora chegar, volta
Que o nosso amor está acima das coisas...desse mundo"
Referencial teórico:
quarta-feira, 2 de julho de 2008
meu toca-discos se matou
foto do lucas - livramento/rs - amo (L)³³ (mais que o vera)
domingo, 29 de junho de 2008
House

segunda-feira, 23 de junho de 2008
karma
It takes strength to be gentle and kind
Over, over, over, over
It's so easy to laugh
It's so easy to hate
It takes guts to be gentle and kind
Over, over
Love is Natural and Real
But not for you, my love
Not tonight, my love
Love is Natural and Real
But not for such as you and I, my love
Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
.: the smiths :.
domingo, 22 de junho de 2008
apredendo tirar conclusões (nem tão precipitadas)

quarta-feira, 18 de junho de 2008

É inútil dizer-me que as ações têm conseqüências.
Através do dia de névoa não chega coisa nenhuma.
Tinha agora vontade
Não vem com a tarde oportunidade nenhuma.
domingo, 15 de junho de 2008
é a minha natureza (impulsiva)

quarta-feira, 11 de junho de 2008
angústias de saudade
e pq não admitir que sentimos angústia, e saudade e culpa e tudo mais (as vezes) por ser assim?
pq como conversávamos, a Dani e eu hoje, esse negocio de "ele não te merece" é estupidez, pq muitas vezes desejamos aquele que teoricamente "não nos merece" e esse ai, o tal, não nos deseja, então de que adianta ele não nos merecer? (deu pra entender?) Ah se não deu tbm...esquece, é só um suspirinho mesmo.
a propósito, feliz dia dos namorados :)
sábado, 7 de junho de 2008
relato

quinta-feira, 5 de junho de 2008
minha indiferença

Não sei se é a gripe, ou se foi Goethe, através de seu Werther, mas eu sinto que tem algo me levando para o lado negro da força novamente e tentando colocar aquele chapéu de pinico ridiculo na minha cabeça, dizendo assim: "quebre carol...destrua, amasse, pise, soque, fale o que não deve ser falado..." - ok ok, isso pode ser um transtorno grave, afinal, não é todo o dia que o além fala conosco, bom... talvez eu vá procurar um profissional formado em dar palpites, ops, um psicólogo.
sábado, 31 de maio de 2008
possibilidades metafísicas








