domingo, 15 de maio de 2011

viver é deixar rolar o sentimento...


tão bom quando tudo parece e está tão bom :)

só para não perder o hábito de escrever. por estes dias estive pensando: será que a toda busca não está relacionada à algum medo?

mas enfim... não sei. tô me privando de pensar demais, para não estragar as coisas.

"A suprema felicidade da vida é a convicção de ser amado por aquilo que você é; ou, mais corretamente, de ser amado apesar daquilo que você é."
Victor Hugo

domingo, 13 de fevereiro de 2011

tem coisas lá em casa que eu nem ligo mais, pra não ter que desligar...




já dizia o carpinejar: 'monotonia é ter um par que pense igual, criatividade é receber o amparo do contraponto'.

o fato é: momentos de grande criatividade realmente me interessam.

tudo pode começar numa simples atualização de facebook para virar algo que trará muita felicidade depois. construção conjunta, sintonia e afins.

cheguei a conclusão que algumas coisas aqui serão sempre do mesmo jeito. ou eu me acostumo ou eu vou embora. decidi, então, que quando der, quando tiver a primeira oportunidade, eu vou embora.

não vou viver sempre esperando a maioria. sou desviante mesmo - adorei a denominação que ganhei essa semana.

de decidir sobre uma comemoração de formatura à qualquer outro tipo de relação empregada, as vezes, e quase sempre, minas me dá nos nervos. uma pena. um lugar tão bonito com pessoas na sua maioria tão escrotas e interesseiras, ou estúpidas e tradicionais, ou ingênuas e sem ação #prontofalei.

não existe liberdade sem repressão. não existe pessoa livre que se preocupe com a repressão.

onde estão as boas pessoas desse mundo? onde estão os momentos felizes e despretensiosos?

enfim: formatura na sexta, vamos ver no que essa coisa toda dá, né?

p.s: a sensação de não ter que preocupar com tcc dá até um pouco de culpa :P

domingo, 6 de fevereiro de 2011

domingo eu quero ver o domingo acabar...


é fato. domingo é dia de fatos trágicos e/ou pensamentos trágicos.
eu realmente deveria instituir que domingo eu passarei sozinha e sem pensar em nada nem ninguém. as pessoas me cansam cada vez mais.

e eu realmente penso que eu tenho sérios problemas de interação social. viajar me dá cada vez mais certeza disso. meio que gosto do isolamento do quarto do hotel. meio que penso que por isso que as pessoas viajam.

penso também que deve ser por isso que eu sonho com guanacos e afins.

mas viajar realmente desperta algumas coisas em mim. esses dias estava pensando a respeito da distância. hoje é tão relativo esse negócio de distância. atualmente é tudo just in time que a gente até acha ruim ter que esperar por alguma coisa. e quando eu penso que faz cinco anos que eu moro aqui e que agora eu posso pensar em completar as coisas que há cinco anos estão pendentes no universo paralelo da minha vida... sei lá. deve ser o tal tempo de preparo que as coisas precisam pra acontecer.

mas acontece que o que fica é a vontade do encontro. percebi que a gente quer que esse tempo seja o menor possível. somos muito precipitados no contato com o outro. achamos que é só estar disponível e pronto! já podemos encontrar alguém - qualquer alguém - e começar um relacionamento. e o tempo de preparo onde fica? manter o encontro, manter o tal 'relacionamento' é mais do que vontade de estar com esse alguém. é necessário afinidade. sem afinidade esse outro sempre será qualquer outro. sem afinidade a gente transfigura o outro e ele se torna o local onde é possível depositar nossa tensão do cotidiano e direcionar o nosso desejo torto por compania. o outro se torna um bibelô, uma coisinha qualquer, para mostrarmos à sociedade que somos competentes e não estamos sozinhos. e o amor... ah o amor. o amor que a gente diz ter, não é se não a vontade que temos de amar alguém - qualquer alguém.

talvez por isso eu sonhe tanto. talvez pq eu não aguente a sequencia de precipitações que eu vivo. talvez pq eu acredite que apesar do tempo e de qualquer outra coisa, eu acredite que uma hora as coisas se acertam...

Se não for hoje, um dia será... Algumas coisas, por mais impossíveis e malucas que pareçam, a gente sabe, bem no fundo, que foram feitas pra um dia dar certo... Caio F.

e dão... tudo a seu tempo.

sábado, 22 de janeiro de 2011

amigo punk escute este meu desabafo...


Começo a desconfiar que gosto mais da procura do que do encontro. Como diz o Pessoa 'os arredores é que valem a pena'.

***
INTERLÚDIO EGOÍSTA

Minha vida é muito minha para ser de alguém.

***

Sou suscetível à lembranças inesperadas. um sol de manhã, uma música, um perfume ou até mesmo uma movimentação na rua. O pensamento vai longe e começa o imperativo do que poderia ter sido, e que não foi.

Acontece que eu preciso sistematizar as coisas para aprofundar nelas. O ano só começa depois de arrumar o guarda-roupa e o armário do banheiro. E já não se fazem mais janeiros como antigamente. A determinação do layout dos armários, que permanecerá durante o ano, auxilia nas demais resoluções. E até mais importante que a mudança do ano no calendário chinês!

Agora que o ano começou me ponho a pensar numa coisa ou outra que precisa ser alinhada à estratégia principal. Me sinto qebrando coisas dentro de mim, e eu gosto de quebrar coisas...

Estou precisando voltar pro desalinho da minha vida... essa coisa de rodar na roda já está me cansado, está acabando comigo. Penso que deveria aceitar as pessoas, mas ao mesmo tempo que as pessoas poderiam querer ser diferentes. A confusão do encontro, que só é atenuada com uma nova procura. *pensarei sobre isso depois de uma cerveja*

domingo, 26 de dezembro de 2010

nada além...


E eu deveria me concentrar e escrever...

ao som de Frühling in Paris - Rammstein

Mas bien, nada como um banho para entender tudo que de Caio F. ficou em mim depois desta tarde. Incrível como Caio me move. Consigo ver a atmosfera densa na minha volta quando estou lendo. A fumaça dos cigarros, a chuva, o cheiro, o nojo, a parada toda cinematográfica que envolve a história.

Tenho desejado escrever todos esses dias desde o inicio do mês. A vida não deixa. O movimento de casa não deixa. A vontade de ter um lugar meu no meio dessa coisa toda chamava rotina não deixa. Tive uns momentos densos por esses dias, mas passaram como os dias de chuva nesta cidade, que permanecem por pouco tempo. Talvez por isso consiga agora escrever alguma coisa. Tenho pensado muito, mas tenho conseguido exteriorizar pouca coisa, ou quase nada. Talvez por resistência, talvez por pura reserva mesmo.

A vida é a arte do encontro dizia o poetinha. Pessoa diria que a presença do outro me desencaminha os pensamentos. Eu penso que o encontro é necessário. O contato é necessário. Sentir antes de pensar. Isso nunca foi tão verdade para mim. Às vezes o que a gente precisa é de pele mesmo, de cheiro, de contato. Para se sentir mais gente, mais vivo, mais em movimento. A tal pequena epifania do próprio Caio, e eu também quase não sinto fome.

Só sei que Caio devolveu algo literário que eu precisava. Como disse, Caio me move. Penetra e cutuca algo meu que nem eu sei que é meu, ou que eu prefiro ler em Caio para depois dizer: isto é meu também. Tanto em Onde andará Dulce Veiga que eu li hoje à tarde, quanto em Pela noite – *pausa* companheiro das reflexões sobre o arisco à uns tempos atrás, que por sinal nem é mais o mesmo arisco mas continua cabendo totalmente na descrição o tal coelho, seria eu o coelho? *final da pausa* - ele faz uma reflexão sobre o outro e sobre o medo e o nojo, que eu não conseguiria, nem se realmente quisesse, contextualizar aqui. Até porque não importa o contexto. O que importa é o que eu acho que importa, pois a reflexão é minha. Em Dulce Veiga ele diz é preciso ser capaz de amar meu nojo mais profundo para que ele me mostre o caminho onde eu serei inteiramente eu.

Acho totalmente lógico isso, penso nessas coisas todas de projeção do nosso eu no outro e tals. Mas não quero me ater à isso agora. Só quero pensar que cada coisa tem seu tempo de acontecer. E que não quero fazer as coisas só porque alguém acha que eu devo seguir este ou aquele jeito de pensar-ser-sentir-agir. Não gosto que me exijam mais do que posso dar.

Talvez influência da vibe orixá-místico-astrológica do Caio, e também porque o horóscopo sempre acerta e o tarot nunca mente, li na internet que o próximo ano será de Vênus e conseqüentemente de Oxum. Beleza e amor. Amor na beleza. Beleza no amor.

Tenho tido implicações esotéricas mais do que nunca. Talvez seja o tempo vago depois de um ano estafante. Talvez a necessidade de que tudo faça sentido. Afinal o que chamamos de coincidência alguns chamam de compulsão à repetição. E seu eu lembro muito bem dessa história eu sei como termina. Bom, posso ter uma vaga lembrança da versão gauderiana dessa história, mas também não sei o que e influência do barroco mineiro resultará. Oh non! Je ne regrette rien!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

eu pensei que todo mundo fosse filho de papai noel...


a água da chuva
no chão da praça vazia
forma um espelho
para as luzes de natal
-
nostalgia de ser criança


poeminnha de natal da carol
na foto a praça da liberdade no natal chuvoso de bh

feliz natal :)

domingo, 28 de novembro de 2010

e a minha vida é tão confusa quanto a américa central...


estabelecendo o tratado da conveniência. não poderia ter tirado resolução melhor nos ultimos tempos.

no mais apenas constatações do cotidiano:

1. as piores barreiras são as psicológicas - vide big e a grade da cozinha que não existe mais e ele mesmo assim não anda dentro de casa.

2. o conteúdo muda, mas a estrutura permanece - vide questões de troca de movéis x reforma da casa

o tcc dos infernos acabou, mas o sofrimento ainda não. tenho vivido correndo demais, curtindo demais, penso muitas coisas que escrever, mas não dá tempo, ainda bem :D

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

nunca mais será mais o que foi...


o que define um lugar como nosso?
o que faz a gente querer ficar para sempre?
o que cria a ilusão do eterno?

eu juro que eu queria ficar por lá para sempre. juro que eu repensei várias coisas nesses dias em que estive em porto alegre, são paulo e por aqui em belo horizonte. viajar realmente causa um movimento estranho dentro da cabeça da gente.
não é o lugar em sí, mas realmente são as pessoas. me descobri me prendendo à esses detalhes que eu achei, erroneamente, por muito tempo, que eu não me prendia à eles. existe alguma coisa naquelas pessoas que me deixa ser quem eu sou. que me acolhe, que faz meu coração bater mais forte. é um sentimento de familiaridade que não tem explicação. até mesmo se tratando de pessoas que eu não conhecia e a passei a conhecer. a posição é outra. o lugar mental, espiritual, subjetivo delas é outro. em poucas palavras: a tal da vibração é totalmente diferente.
é bairrismo eu sei. mas não posso fazer em nada. e quando eu penso assim eu sinto que eu perco tanto tempo por aqui, tentando viver aqui. como uma raposa que tenta viver no meio de um monte de gato. até dá pra enganar, mas ela sempre vai ser uma raposa e não um gato.
tanto mais o tempo passa, tanto mais eu sinto que vivo em dois lugares ao mesmo tempo. isso é ruim, pq não dá pra fazer tudo ao mesmo tempo, e sempre alguma coisa vai ficar para trás. então não vivo aqui pensando lá. não estou lá pq estou aqui... e por ai vai.
mas a gente tem que viver pro hoje né... e estou tentando.
acontece que esses tempos de tensão servem pra gente repensar o que estava cristalizado. esses tempos em que a gente vai e quebra a ilusão servem pra isso. digamos que há uns quinze dias atrás eu tinha todo um planejamento na minha cabeça, que puff desapareceu. digamos que eu ainda pensava que eu poderia ser diferente. mas eu não sou. sou uma pessoa prática, racional e emotiva ao mesmo tempo. então nasceu a frase 'não por amor, mas por conveniência'. quem sabe ela quebre mais paradigmas ainda.

agora eu vou pq eu tinha pensando um tanto de coisa pra escrever aqui e eu esqueci. quando eu voltei eu não falei nada com ninguém, queria guardar todas as coisas comigo, e quando parava pra pensar eu chorava. eu queria ficar, mas ao mesmo tempo, hoje, também quero muito estar aqui. e talvez, não importa o lugar que eu estiver, eu vou pensar sempre assim. pq eu não sei ser de um só lugar. e são muitos os lugares e coisas e pessoas que cabem dentro do meu coração e copõem a ilusão da minha 'casa'.

pois como diz o poeta: 'o sonho é a pior das cocaínas' e este é o meu maior vício: sonhar. na minha cama, com o meu cheiro, com o meu silêncio.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

fonte da saudade


Penso que com o passar dos anos a gente vai dando um significado especial às coisas que acontecem na nossa vida. Talvez seja isso que chamam de maturidade. Mas às vezes me sinto tão verde que não sei se chamaria isso de maturidade. Enfim...

Nestes anos todos em que estive aqui, longe, lembrei de milhões de maneiras diferentes os momentos que vivi em Porto Alegre, cada um modificado da maneira que era mais conveniente. Da maneira que acalmava a saudade que eu sentia das coisas, das que foram e das que eu deixei por vir.

A saudade e a distância não duram para o que é fútil e insignificante. Só sobrevivem a elas o que realmente importa, o que faz parte daquilo que somos, da nossa estrutura, da nossa constituição como sujeitos.

Embora atualmente o ‘mundo virtual’ minimize a distância, ele ainda não nos permite aquele abraço amigo, o colo, o carinho, o toque. Assisti a vida dos meus amigos de longe, como quem assiste a um reality show. Vi amigos partirem sem poder me despedir adequadamente, e isso doeu tanto que eu nem sei escrever sobre isso.

O bom da vida é poder ir e voltar para onde nosso coração manda. E meu coração chama por Porto Alegre. Muitas vezes eu me vi olhando para o mapa dessa cidade com que examina a anatomia de um corpo, de um corpo desejado, cultuado. Me peguei sentido saudade das ruas de Porto Alegre, uma dor infinita, como diria o poeta. E repedindo “quando eu for um dia desses, poeira ou folha levada no vento da madrugada, serei um pouco do nada, invisível, delicioso”. É irônico pensar que este poema me acompanha a tanto tempo, antes mesmo de partir. E por isto é mais significativo, mais nostálgico.

Como desejo aportar novamente no meu Porto Alegre. Ancorar minha vida, meu coração e pairar meus olhos no pôr-do-sol laranja na beira do rio. Inflar os pulmões e deixar a mente se levar pelo minuano.

Serão apenas quatro dias, mas serão quatro dias que garantirão a volta próxima a esta cidade que eu amo, e que de longe eu aprendi a amar e chamar de minha terra, de chamar sua gente de minha gente. Meu pago, minha querência.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

pensando, estaba pensando por la ventana de aquel bar...


ultimamente a questão vai muito além do querer e ou não querer. relutantemente tenho que admitir: é uma questão de estrutura, de padrão.
analisando, pois é o que eu sei fazer, pecebi que o problema não é o arisco fugir, voltando ao inicio de tudo. o problema está no arisco ser 'domesticado' a tal ponto que a ilusão do eterno não acabe. que o arisco fique, e se torne... ahmm... venenoso? é como se o coelho se transforme num dragão de comodo, com a saliva tóxica, saca? e dai tu não pode fazer nada, se não matar o dragão de comodo e colocar a cabeça dele na tua parede. prefiro quando eu posso correr atras do coelho, brincar com suas orelhas e o seu nariz balança de um jeito engraçado. gosto da movimentação queo arisco trás pra vida da gente. o dragão de comodo é parado, denso...
volto a questão da estrutura. eu gosto de guardar coisas nos potinhos, exibir cabeças na minha parede... gosto do que vive intensamente, mas e o que eu posso, eu guardo até que morra,e assim permaneça meu, de alguma maneira. é bizarro. é uma questão de estrutura, de padrão.

mas como diz o pessoa 'e assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma' ...

cara eu tenho pensado demais nesta vida, nesta vida intensa que eu tenho levado ultimamente. é como se eu voltasse atras para me explicar, como se fosse um remember. me sinto relembrando para construir tudo novamente. e tenho me visto me explicando e me importanto em me explicar. talvez não para os outros, mas para mim mesma. cheguei a conclusão: sou livre dos outros, mas nao sou livre de mim mesma... complexo isso.

enfim, queria escrever muitas coisas aqui hoje, mas utlimamente meus dedos não acompanham meu pensamento. e ele voa tanto.

hoje os mineiros do chile foram resgatados. estiveram no ventre da terra durante uma gestação de 69 dias. nasceram para um mundo novo. metafórica e objetivamente falando. mas isso renderá outras reflexões. tenho várias delas guardadas aqui.

no mais, e sempre, o tarot mandou eu me abrir para o amor. e o hóroscopo tem acertado suas previsões.

faltam 17 dias e eu estou literalmente contando os dias para a viagem.

Hoje pensei sério… se me perguntassem o que mais desejo na vida, não saberia responder. Quero tudo...
Caio F.